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Política

Vereadores da base aliada também criticam atuação de Secretária e sugerem sua substituição

O primeiro a manifestar descontentamento com o trabalho da secretária na sessão ordinária desta segunda-feira foi o vereador Jurandir Cândido

Flávio Paes/Região News

30 de Setembro de 2014 - 08:20

Vereadores da base aliada do prefeito Ari Basso também endossaram as críticas a atuação da secretária municipal de Saúde, Leila Couto, que teve sua demissão sugerida pelo vereador David Moura de Olindo em entrevista ao Região News. 

O primeiro a manifestar seu descontentamento com o trabalho da secretária na sessão ordinária desta segunda-feira, foi o vereador Jurandir Cândido. Contrariando sua postura parlamentar tradicional de não ocupar a tribuna, o Dr. Jurandir manifestou descontentamento com o desempenho da secretária que em nota oficial divulgada na semana passada, cobrou maior empenho dele e do seu colega Maurício Anache na busca de soluções para os problemas da saúde púbica em Sidrolândia, já que ambos são médicos.

Jurandir lembrou o trabalho desenvolvido por vereadores de todas as bancadas que viabilizaram recursos de emendas parlamentares para investimento no setor, atribuiu os problemas atuais a falta de competência gerencial da secretária, na sua avaliação, o fator determinante para perdas de médicos especialistas, como o seu irmão, João Cândido, ortopedista que trocou Sidrolândia por Ilha Solteira, não só fazia atendimento ambulatorial e cirurgias todas às segundas-feiras no Hospital Elmiria Silvério Barbosa.

“O Dr. João deixou a cidade porque a senhora secretária não mostrou interesse em mantê-lo aqui. Está falta de diálogo está custando caro à população de Sidrolândia. Contrataram três ortopedistas de Campo Grande, que não estão fazendo cirurgias, mesmo as mais simples. Os pacientes com fraturas estão tendo que recorrer à Justiça para conseguirem ser encaminhados a Capital, isto depois de passarem dias internados à espera de vaga”.

Na opinião do médico e vereador, se a secretária mantiver sua atual postura, a cidade vai perder mais profissionais. Jurandir Cândido mencionou especificamente a decisão de Leila Couto de abrir uma sindicância para investigar a atuação profissional do médico plantonista Jorge de La Torre, simplesmente porque ele ter indicado no atestado de óbito da menina Thalita Jorge de Moraes, de 06 anos de idade, que a causa da morte dela pode ter sido dengue hemorrágica.

Vereadores da base aliada também criticam atuação de Secretária e sugerem sua substituiçãoO vereador Waldemar Acosta, que é líder do prefeito Ari Basso, também endossou as criticas ao trabalho que a secretária Leila Couto. “Se não bastasse a decisão absurda da secretária de pressionar a família de Thalita a trocar o atestado de óbito expedido pelo Dr. Jorge, por um atestado elaborado por seu marido, o médico Renato Couto, onde atribuiu a morte da menina a causas naturais, a secretária, ao invés de apurar se houve negligência, se todos os protocolos médicos foram seguidos no atendimento à menina, preferiu promover um caças às bruxas contra o médico que simplesmente, cumpriu com sua obrigação, ao indicar, com base nos sintomas da paciente, que a causa do óbito foi dengue hemorrágica”.

Partiu de Waldemar a proposta de abertura da sindicância para investigar o atendimento prestado na rede púbica onde Thalita foi atendida duas vezes sem que fossem pedidos exames laboratoriais de urgência e providenciado seu encaminhamento ao hospital, embora apresentasse febre alta, além de estar vomitando muito.  

Waldemar relatou outro episódio que segundo ele, “mostra a falta de planejamento e de aptidão gerencial, além de um certo autoritarismo por parte da secretária”. Na quinta-feira passada, conforme Waldemar, um parto foi cancelado na última hora simplesmente porque a secretária exigiu a presença da pediatra encarregada de acompanhar a cirurgia, num curso promovido pela Secretaria.

“A paciente se internou na quarta-feira à noite. O centro cirúrgico foi preparado e o médico obstetra estava pronto para fazer o parto, quando a pediatra informou que não poderia acompanhar o procedimento porque tinha sido convocada pela secretária para participar de um curso. Ela simplesmente ignorou os apelos da direção do hospital para liberar a pediatra e com isto a gestante deve retornar para casa e remarcar a cesariana”, relatou Waldemar.