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Política

Zeca vai a Lula falar sobre quadro político em Mato Grosso do Sul

Por meio de sua página no Facebook, Zeca confirmou o encontro com o ex-presidente, que é seu amigo desde os tempos de militância no sindicalismo.

Cojuntura Online

06 de Setembro de 2013 - 14:54

O vereador de Campo Grande e ex-governador de Mato Grosso do Sul, Zeca do PT, se encontrará com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em São Paulo, onde irá relatar como está o quadro político atual visando as eleições para o governo do Estado em 2014.

Por meio de sua página no Facebook, Zeca confirmou o encontro com o ex-presidente, que é seu amigo desde os tempos de militância no sindicalismo.

“Atendendo a um convite do Lula, que me ligou ontem, eu e Dona Gilda estaremos de hoje até segunda-feira no grande ABC, na companhia do ex-presidente e de Dona Mariza. Será uma boa oportunidade de rever este grande amigo. Porém, pelo que conheço do companheiro Lula, também teremos questões políticas a conversar e assim me interarei das idéias e dos planos dele. Ele também quer me ouvir sobre questões políticas nacionais e falaremos também sobre o quadro aqui em Mato Grosso do Sul. Desejo a todos os companheiros um abençoado final de semana, e até a volta”, postou Zeca.

No encontro com Lula, Zeca deve delinear o cenário de especulações e a tendência política em torno da sucessão do governador André Puccinelli (PMDB).

Pré-candidato do PT ao governo estadual, o senador Delcídio do Amaral tenta se viabilizar politicamente e já discute possíveis alianças com outros partidos, inclusive com PMDB, principal adversário em âmbito estadual.

Esse projeto é defendido há vários meses pelas principais lideranças nacionais do PT e do PMDB, incluindo a presidente Dilma Rousseff e o vice-presidente Michel Temer (PMDB-SP). No entanto, esbarra em divergências no âmbito estadual.

Particularmente, Zeca se diz favorável a uma composição com os peemedebistas desde que o governador André Puccinelli, que já declarou apoio à reeleição de Dilma, fique distante do palanque de Delcídio.

Apesar disso, há informações não oficiais de que Delcídio teria fechado acordo de aliança com André Puccinelli para ter peemedebistas na composição de sua chapa, mesmo após o comando regional do PMDB ter anunciado recentemente que seu pré-candidato ao governo é o ex-prefeito de Campo Grande, Nelsinho Trad, atualmente exercendo o cargo de secretário de Estado Extraordinário de Articulação, de Desenvolvimento Regional e dos Municípios.

Especulações dão conta que o PMDB indicaria o deputado federal Geraldo Resende como vice na chapa e a vice-governadora Simone Tebet para o Senado.

Além de conversar com lideranças peemedebistas, Delcídio também mantém aproximação com o deputado federal Reinaldo Azambuja (PSDB). A ideia seria ver o tucano disputando o Senado em sua chapa, condição que também enfrenta fortes resistências por causa da eventual candidatura do senador Aécio Neves (PSDB/MG), principal adversário político de Dilma, à Presidência da República.

ATRITOS

Além das divergências no plano nacional, PSDB e PT começaram a se estranhar em Mato Grosso do Sul por conta de críticas feitas pela cúpula regional tucana ao governo da presidente Dilma.

Na quarta-feira (4), por exemplo, o presidente do diretório regional do PSDB, deputado estadual Márcio Monteiro, voltou a atacar a gestão petista ao dizer, na Assembleia Legislativa, que “o governo do PT é um governo de faz de conta”.

Ao se sentir ofendido, o deputado estadual Pedro Kemp (PT) reagiu duro às provocações do colega.

No entendimento de Kemp, a eventual aliança entre os dois partidos pode estar se distanciando por conta de pesadas críticas feitas por tucanos à gestão da presidente Dilma.

“Assim, deputado Márcio Monteiro, vossa excelência afasta qualquer possibilidade de aliança aqui no Estado. Primeiro, o governo da presidente Dilma não é um governo de faz de conta, depois não queremos eleger ninguém que queira enfrentar o governo”, reagiu Kemp, ao admitir o encaminhamento da conversa entre o PT e o PSDB nesse sentido.