Saúde
Caso suspeito de ebola em idoso é investigado no Rio Grande do Sul
Caso o vírus seja confirmado, ele será encaminhado a uma unidade de referência nacional.
Midiamax
12 de Junho de 2026 - 09:08

A Secretaria Estadual de Saúde do Rio Grande do Sul divulgou que investiga um caso suspeito de ebola em um homem de 64 anos, na noite desta quinta-feira (11). O paciente esteve em Uganda, um dos países afetados pelo surto da doença.
A Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) realiza os testes e será responsável pelo descarte da contaminação. A Secretaria divulgou em nota que o paciente, será transferido para uma unidade de referência estadual, o Grupo Hospitalar Conceição, em Porto Alegre, para as análises laboratoriais.
Caso o vírus seja confirmado, ele será encaminhado a uma unidade de referência nacional. O homem também testou positivo para o vírus da Malária e segue em tratamento. Pessoas que tiveram contato com o idoso estão sob observação médica por período de 30 dias, para detectar possíveis sintomas.
Caso suspeito em SP
Um novo caso suspeito de ebola está sendo investigado pela Secretaria de Estado da Saúde e pelo CVE-SP (Centro de Vigilância Epidemiológica Professor Alexandre Vranjac). Segundo a secretaria, a paciente é uma brasileira de 31 anos que esteve na República Democrática do Congo.
Ela desembarcou no Brasil no dia 6 de junho e nesta terça-feira (9) começou a apresentar sintomas como diarreia e febre, procurando um serviço particular de saúde. Nesta madrugada (10), ela foi transferida para o IIER (Instituto de Infectologia Emílio Ribas), referência nacional para casos suspeitos ou confirmados da doença.
Surto de Ebola
Balanço divulgado pela OMS (Organização Mundial da Saúde) neste sábado (6) indica 84 mortes por ebola no continente africano e 471 casos confirmados. A situação preocupa a OMS e autoridades de saúde dos Estados Unidos, que alertam que o atual surto de infecções pelo vírus pode atingir a mesma gravidade da epidemia registrada em 2014.
Para evitar o cenário, entidades pedem a adoção de ações de resposta rápidas. A maior parte dos registros da doença está concentrada na República Democrática do Congo, com 452 casos confirmados e 82 mortes desde o dia 15 de maio, quando o governo declarou a epidemia naquele país.
No entanto, a vizinha Uganda também confirmou novos casos e mortes pelo vírus. O território ugandense registrou 19 pessoas infectadas e dois óbitos na fronteira com o Congo, acendendo o alerta internacional.




