Saúde
Em nota, Saúde reafirma que não houve negligência em socorro a pedreiro que morreu de infarto em Quebra Coco
De acordo com a secretaria, o atendimento seguiu critérios técnicos e legais previstos para casos de urgência e emergência.
Redação/Região News
27 de Abril de 2026 - 14:13

A morte do pedreiro Luiz Eduardo Rodrigues, de 55 anos, no último sábado (25), no distrito de Quebra Coco, em Sidrolândia, segue repercutindo e gerando comoção entre moradores. Em meio às críticas sobre a demora no atendimento, a Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SEMS), divulgou nota oficial na qual reafirma que não houve negligência no socorro.
De acordo com a secretaria, o atendimento seguiu critérios técnicos e legais previstos para casos de urgência e emergência. A pasta sustenta que o paciente apresentava um quadro grave, com sinais compatíveis com traumatismo craniano, além de histórico clínico de cirrose, o que exigia atendimento especializado.
A nota reforça que, diante da suspeita de traumatismo craniano e possível instabilidade clínica, a remoção por equipe não especializada é contraindicada, sendo necessária a atuação de um serviço habilitado como o SAMU, equipado para estabilização e transporte seguro.
Segundo a nota, o chamado ao Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foi registrado às 17h02, com chegada da equipe às 17h35. O paciente deu entrada no Hospital Dona Elmíria Silvério Barbosa às 18h12 e, posteriormente, foi transferido para Campo Grande, onde morreu.
A Secretaria destacou ainda que o carro de apoio disponível no distrito — utilizada para levar pacientes até Sidrolândia — é destinado exclusivamente a casos eletivos, ou seja, pacientes estáveis e sem risco imediato. Por esse motivo, conforme o posicionamento oficial, o veículo não poderia ser utilizado para remoção de um paciente em estado grave, sob risco de agravamento durante o trajeto.
Apesar da justificativa, moradores do distrito questionam o intervalo entre o momento em que Luiz Eduardo foi encontrado desacordado, por volta das 15h30, e o acionamento do socorro especializado, registrado apenas no fim da tarde. O caso gerou indignação na comunidade e reacende




