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Sidrolândia

Com apagão, moradores tem que vir na cidade tomar banho e levar água gelada

Redação/Região News

20 de Outubro de 2021 - 08:12

Com apagão, moradores tem que vir na cidade tomar banho e levar água gelada
Manifestação de ontem a tarde que bloqueou por uma hora e meia o trânsito na MS-258. Foto: Divulgação

Sem energia elétrica há quase uma semana (o apagão começou na madrugada de quinta-feira), os moradores da zona rural estão contando com ajuda de amigos e parentes que residem na cidade.

Dona Angélica Destro e o marido Rodrigo Alvarenga, são donos do Mercado Cláudio no Eldorado 2. Desde o início do apagão estão vindo à cidade para tomar banho, levam em térmicas água gelada e para não sujar louça, estão fazendo uma dieta à base de biscoito e pão.

Tiveram um prejuízo de R$ 5 mil com a perda de mercadorias, incluindo 21 potes de 2 litros de sorvete e 8 caixas de picolé que derreteram. O prejuízo não foi maior porque conseguiu levar para o freezer da irmã 50 kg de frango.

Os porcos que a família tem para engorda, estão tomando água da chuva que encheu uma caixa d'água: que o filho fazia de piscina.

Nossas vidas está um caos. Nunca imaginamos passar por tal situação. O fio de energia está rompido em frente à minha casa. Tenho criança pequena e não posso descuidar. Está fiação nos traz risco de vida, já que em algumas residências tem meia fase. Imagino que tenha energia nos fios ainda", relata.

Dona Angélica conta que um vizinho conseguiu amenizar a situação de 41 famílias. Ele tem um gerador a diesel. Colocou o equipamento no carro e saiu em alguns sítios enchendo as caixas d'água. O trabalho parou após uma fase ter queimado porque as bombas que são 220 w.

Ela foi uma das participantes da manifestação de ontem a tarde que bloqueou por uma hora e meia o trânsito na MS-258 (acesso ao complexo Eldorado). Protesto contra o que a comunidade considera um descaso da Energisa. A luz voltou ontem à noite mais a informação é que será desligada por 24 horas para manutenção da rede.

Na Aldeia Córrego do Meio, onde a comunidade indígena também enfrenta falta de energia e água, os pais do menino de Kelvyn Marcelino de Freitas, de 4 anos, conseguiram 20 litros de óleo diesel para o gerador que mantém funcionando o respirador e outros equipamentos que mantém ele vivo. Kelvyn tem paralisia cerebral.