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Sidrolândia

Concluída em junho, sem previsão abertura de nova ala do hospital

Para colocar a nova ala em funcionamento, é necessário fechar o corredor que liga os dois prédios e garantir recursos extras.

Flávio Paes/Região News

17 de Novembro de 2019 - 20:36

Concluída em junho, sem previsão abertura de nova ala do hospital

A Secretaria Estadual de Saúde ainda não tem cronograma para liberação de recursos e aquisição de equipamentos da nova ala do Hospital Elmiria Silvério Barbosa, um prédio de 538 metros quadrados de área construída, pronto há cinco meses, ainda sem ser utilizado. Foi projetado para ser uma maternidade, do mesmo porte da que o Governo do Estado começa a construir nos próximos dias em Maracaju, com 525,25 metros, investimento de R$ 1,5 milhão.

Na semana passada, a reportagem do RN, solicitou informações (via assessoria imprensa), mas o único retorno da Secretaria Estadual de Saúde, é que não havia nenhuma novidade a respeito. Os recursos de uma emenda de R$ 350 mil que o deputado federal Vander Loubet destinou ao hospital é insuficiente para compra dos equipamentos, avaliados em torno de R$ 800 mil, dependeria de uma contrapartida estadual de R$ 450 mil.

Uma das possibilidades, que depende do aval da Controladoria Geral do Estado, seria usar parte do dinheiro para instalar energia solar no hospital, que hoje paga R$ 11 mil por mês à Energisa de conta de luz.

Para colocar a nova ala em funcionamento, com dois centros cirúrgicos e toda a estrutura de maternidade, é necessário fechar o corredor que liga os dois prédios (o antigo e o novo), mas principalmente, será preciso garantir um aporte extra de recursos para contratar a equipe médica de cirurgia e o pessoal de apoio.

O município enfrenta dificuldades, já que tem um custo mensal de R$ 390 mil para manter a UPA (Unidade de Pronto Atendimento), onde são atendidas em média 150 pessoas por plantão. O Ministério da Saúde libera R$ 150 mil e o município banca a parcela complementar de R$ 240 mil.

Hoje o hospital recebe da Prefeitura R$ 181 mil por mês (R$ 165 mil de custeio), consegue manter dois plantonistas e faz cirurgias eletivas uma vez por semana. Neste ano, foram 321, menos de 30 por mês. Referência no parto normal, o hospital atende poucas grávidas que precisam fazer cesáreas desde que os dois médicos obstetras concursados na Prefeitura, deixaram a cidade. Estas gestantes tem recorrer aos hospitais de Campo Grande.


Obra demorou três anos

A construção da nova ala do hospital, que ampliou o prédio de 1.400 para 1.938 metros quadrados de área construída, custou R$ 1,4 milhão, recursos federais de uma emenda parlamentar do secretário de Saúde, Geraldo Rezende (R$ 1,1 milhão) apresentado em 2015, complementada por recursos estaduais.

A obra demorou três anos para ficar concluída, execução retardou porque o Estado demorou para garantir a contrapartida e a empreiteira vencedora da primeira licitação pediu rescisão do contrato e houve necessidade de uma nova concorrência.