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SIDROLÂNDIA- MS

Em 14 anos, IPTU lançado em Sidrolândia caminha para crescimento de 2.400% com nova fase tributária em 2026

A projeção da Prefeitura é que o valor lançado do imposto, que era de aproximadamente R$ 2 milhões em 2012, possa ultrapassar R$ 50 milhões.

Redação/Região News

20 de Maio de 2026 - 08:59

Em 14 anos, IPTU lançado em Sidrolândia caminha para crescimento de 2.400% com nova fase tributária em 2026
Vista aérea de Sidrolândia. Foto: Arquivo Região News

Em 14 anos, o IPTU de Sidrolândia passou por uma das maiores transformações tributárias da história do município e deve entrar em uma nova fase a partir de 2026, com a implantação do georreferenciamento imobiliário, atualização cadastral em massa e ampliação dos mecanismos de cobrança. A projeção da Prefeitura é que o valor lançado do imposto, que era de aproximadamente R$ 2 milhões em 2012, possa ultrapassar R$ 50 milhões a partir deste ano, crescimento próximo de 2.400%.

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No último ano da gestão do ex-prefeito Daltro Fiuza, a Prefeitura emitia cerca de 8,3 mil carnês físicos de IPTU, entregues pelos Correios, e trabalhava com expectativa de arrecadação de aproximadamente metade do valor lançado. A cidade ainda possuía uma estrutura urbana muito menor do que a atual e uma base imobiliária reduzida. A partir de 2013, durante a administração do ex-prefeito Ari Basso, o município iniciou uma profunda reformulação tributária com a atualização da Planta Genérica de Valores e a implantação do chamado “IPTU Humanizado”.

A medida provocou aumento significativo na base de cálculo do imposto e, em alguns imóveis, a valorização chegou a 309%.''

O avanço urbano registrado nos últimos anos alterou completamente a configuração da cidade. Novos bairros e loteamentos, como Porto Seguro, Park Fratelli, Porto Royale, Vival dos Ipês e Pérola do Planalto, ampliaram de forma acelerada a quantidade de imóveis tributáveis. Em 2025, a Prefeitura já contabilizava 15.317 lançamentos de IPTU, mais que o dobro do registrado em 2012, enquanto o valor lançado ultrapassou R$ 20,1 milhões.

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Apesar da expansão da arrecadação potencial, os índices de inadimplência acompanharam o crescimento do imposto. Em 2015, por exemplo, o município lançou R$ 4,8 milhões em IPTU, mas arrecadou apenas R$ 2,19 milhões, com adimplência de 45,16%. No ano seguinte, o lançamento saltou para R$ 9,3 milhões, porém a arrecadação ficou em R$ 2,57 milhões e a inadimplência atingiu 72,36%. O tema acabou se tornando um dos principais focos do debate político municipal e foi apontado como um dos fatores de desgaste da gestão Ari Basso nas eleições daquele período.

Agora, a administração do prefeito Rodrigo Basso prepara uma nova etapa da política tributária municipal. O município está concluído o georreferenciamento imobiliário e prevê concluir aproximadamente 14 mil cadastros atualizados este ano. O levantamento permitirá revisar áreas construídas, padrão das edificações, ampliações não declaradas e imóveis sem regularização formal.

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Além disso, a Prefeitura já elevou de 2,5% para 3,5% a alíquota do IPTU Territorial em bairros com infraestrutura completa e aumentou de 1% para 3,5% a cobrança sobre imóveis construídos sem alvará. Também está prevista a implantação do IPTU Progressivo para terrenos vazios e sem edificação. Com a atualização completa da base imobiliária, a expectativa da administração municipal é elevar significativamente o valor lançado do imposto, podendo alcançar cifras próximas de R$ 60 milhões. O avanço ocorre em um cenário em que a inflação acumulada no período foi de 118,5%, percentual muito inferior ao crescimento registrado na carga tributária municipal desde 2012. Os números refletem não apenas o crescimento urbano de Sidrolândia, mas também uma mudança profunda na política de arrecadação do município, que passou a utilizar o IPTU como uma das principais ferramentas de financiamento da expansão urbana e de aumento da receita própria.