SIDROLÂNDIA- MS
Escola do Paraíso: Prefeitura devolve R$ 600 mil ao MEC e concluirá obra com recursos próprios
Com 82% do serviço executado, a Construtora Colina deve solicitar a rescisão do contrato, já que não há base legal para a celebração de um 6.º termo aditivo.
Redação/Região News
15 de Fevereiro de 2026 - 20:36

Quase dez anos depois do início das obras da Escola Professor Benigno Escobar, no Jardim Paraíso, as cerca de 400 crianças dos bairros Sidrolar, Campina Ypacaray e Jardim Paraíso ainda não terão aula perto de casa. Com 82% da construção concluída, a Prefeitura terá de devolver ao Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) aproximadamente R$ 600 mil, saldo remanescente do convênio, e concluir a obra com recursos próprios.
✅ Receba no WhatsApp as notícias do RN
A expectativa da administração municipal é que a escola esteja pronta em até 90 dias, possibilitando o recebimento dos alunos no segundo semestre deste ano. Até lá, a maioria das crianças frequentará a Escola Porfíria do Nascimento, no Bairro São Bento, em frente à Praça Tancredo Neves.
Nesta semana, começa a colocação de 700 metros de piso, além da aquisição de 34 janelas para o prédio. Embora em 2023 houvesse saldo de R$ 450 mil, o contingenciamento do orçamento do FNDE fez com que, nesse período, apenas três liberações de recursos federais fossem feitas, totalizando R$ 147.334,01 entre 2023 e 2025.
✅ Clique aqui para seguir o RN no Facebook
O contrato firmado com a Construtora Colina tinha valor inicial de R$ 1.427.098,60 e recebeu aditivo de R$ 461.436,50, totalizando R$ 1.887.521,10. Até o momento, a empresa recebeu R$ 969.113,74, restando R$ 919.421,36 a serem pagos. O último repasse do FNDE foi realizado em 15 de agosto de 2025, no valor de R$ 57.032,52.
A unidade tem 1.129,64 m² de área construída, com sete salas de aula, ala administrativa, banheiros e saguão, capacidade para até 360 alunos, sendo o investimento inicial previsto de R$ 1,35 milhão.
Histórico de paralisações
A construção da Escola Benigno Escobar enfrentou diversas interrupções e troca de empresas, situação que gerou ações de vandalismo, descarte de lixo irregular no terreno e furto de materiais.
O primeiro contrato foi firmado com Jaqueline Cristina Zielinski, em 3 de agosto de 2016, que desistiu dois anos depois. Em seguida, a obra foi licitada novamente, vencida por Rosa Acorsi em 18 de abril de 2018, que também não concluiu os trabalhos.
✅ Clique aqui para seguir o RN no Instagram
A última licitação, incluída no planejamento do Novo PAC em 2023, chegou a ficar quatro meses paralisada por decisão judicial. Em 28 de agosto de 2023, o juiz Fernando Moreira Freitas suspendeu a liminar que interrompia o certame, acolhendo os argumentos da Procuradoria Jurídica do município e permitindo a continuidade da concorrência.
Em setembro de 2023, a Construtora Colina retomou a obra, com orçamento de R$ 1.427.087,60, após três anos de paralisação. Na época, a expectativa era concluir os serviços em cinco meses, garantindo que os alunos pudessem iniciar o ano letivo de 2024 na nova unidade, o que não ocorreu.




