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Retenção de créditos ameaça retomada do Frigorífico Balbino e pagamento aos produtores, alerta presidente da Acrissul
Segundo Bumlai, os recursos retidos são fundamentais para o funcionamento da indústria, pois permitem a compra de gado, o pagamento de fornecedores.
Redação/Região News
18 de Junho de 2026 - 17:23

A retenção de recursos financeiros que tradicionalmente abasteciam o capital de giro do Frigorífico Balbino tornou-se o principal obstáculo para a retomada das atividades da empresa em recuperação judicial. A avaliação é do presidente da Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul (Acrissul), Guilherme Bumlai, que vê na liberação desses valores uma condição essencial para que a unidade volte a operar e gere receita para honrar seus compromissos com produtores rurais e demais credores.
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Segundo Bumlai, os recursos retidos são fundamentais para o funcionamento da indústria, pois permitem a compra de gado, o pagamento de fornecedores, o custeio das operações e a manutenção da atividade produtiva. Sem acesso a esse capital, a empresa encontra dificuldades para retomar a produção, apesar de possuir estrutura instalada, mercado consumidor e mão de obra qualificada.

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Para o presidente da Acrissul, a discussão vai além de uma questão financeira entre empresa e instituições credoras. O impasse afeta diretamente toda a cadeia produtiva da carne e reduz as possibilidades de recuperação dos créditos devidos aos produtores rurais.
O interesse dos produtores é receber pelos créditos. E isso é mais viável com uma empresa funcionando, produzindo e gerando receita do que com uma empresa fechada”, afirmou.''
Bumlai destaca que a continuidade da paralisação pode provocar prejuízos em toda a economia regional. Além dos cerca de 350 empregos diretos ligados ao frigorífico, são impactados transportadores, fornecedores de insumos, prestadores de serviços e produtores que dependem da atividade da planta industrial.
Na avaliação da Acrissul, a liberação dos recursos e a consequente retomada das operações representam a melhor alternativa para preservar empregos, manter a atividade econômica e ampliar as chances de pagamento dos credores. “O fechamento não interessa aos produtores rurais, aos trabalhadores, aos fornecedores nem à economia regional. O que interessa é encontrar uma solução que permita a retomada das atividades e aumente as chances de pagamento dos produtores”, ressaltou Bumlai.
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Para a entidade, a recuperação judicial somente alcançará sua finalidade se houver condições para que a empresa volte a operar, gere receita e preserve seu valor econômico, beneficiando não apenas a companhia, mas todos os segmentos que dependem de sua atividade.




