SIDROLÂNDIA- MS
Salário médio de Sidrolândia recua em 2026, fica abaixo da média estadual e município ocupa 31ª posição no ranking
Na comparação com cidades de porte populacional semelhante e perfil econômico parecido, Sidrolândia apresenta desempenho inferior no salário médio de contratação.
Redação/Região News
03 de Maio de 2026 - 17:54

Dados do Novo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) do Ministério do Trabalho e Emprego mostram que o salário médio de contratação em Sidrolândia caiu no primeiro trimestre de 2026, interrompendo a leve recuperação observada nos últimos anos. No município, a média ficou em R$ 1.931,77, abaixo dos R$ 1.996,35 registrados em 2025 e também inferior ao patamar de R$ 1.980,02 em 2022.
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A retração é 0,81% na comparação anual e de 3,24% em relação a 2022, pico do salário médio das contratações.''
Com esse desempenho, Sidrolândia aparece na 31ª colocação entre os municípios de Mato Grosso do Sul, em um ranking liderado por Taquarussu. O resultado também deixa o município abaixo da média estadual, estimada em R$ 2.058,49. Na prática, isso representa uma diferença negativa de R$ 94,06, ou 4,57% a menos que a média do Estado.

Na comparação com cidades de porte populacional semelhante e perfil econômico parecido, Sidrolândia apresenta desempenho inferior no salário médio de contratação. Municípios como Maracaju (R$ 2.208,12), Nova Andradina (R$ 2.182,65), Naviraí (R$ 2.069,90) e São Gabriel do Oeste (R$ 2.270,77), registram médias superiores em 2026. Outros municípios com base econômica ligada ao agronegócio e à agroindústria, como Rio Brilhante (R$ 2.335,44) e Ribas do Rio Pardo (R$ 2.318,40), também apresentam remunerações mais elevadas.
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Os dados setoriais ajudam a explicar o desempenho geral. A indústria foi o principal destaque positivo, com crescimento e salário médio de R$ 2.434,24 em 2026, acima dos R$ 2.207,04 de 2025. O comércio também apresentou avanço, chegando a R$ 2.064,82. Já o setor de serviços manteve estabilidade, com média de R$ 1.790,00. Por outro lado, a agropecuária registrou forte queda, passando de R$ 2.141,96 em 2025 para R$ 1.569,64 em 2026, puxando a média geral para baixo.

Outro fator relevante é o perfil das contratações. A maior parte das vagas abertas no município exige ensino médio, que concentrou 58,32% das admissões no primeiro trimestre, totalizando 389 contratações, com salário médio de R$ 1.931,77 abaixo dos R$ 1.973,36 pagos em 2025. Trabalhadores com ensino fundamental representaram 16,49% das vagas (110 admissões), com rendimento médio de R$ 1.906,40, também inferior ao ano anterior. Já os postos que exigem ensino superior foram minoria, apenas 4,34% (29 vagas), mas com remuneração mais elevada, média de R$ 4.942,50 acima dos R$ 4.303,97 registrados em 2025.
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O cenário indica que, apesar do avanço em setores como indústria e comércio, a queda expressiva na agropecuária e a predominância de vagas de menor qualificação continuam limitando o crescimento da renda média no município, reforçando o desafio de ampliar a oferta de empregos mais qualificados e melhor remunerados.




