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Sidrolandia

Além de Sakineh, 24 presos iranianos podem ser mortos a pedradas

Outros 24 presos do país se encontram no mesmo corredor da morte, segundo um estudo publicado pelo Comitê Internacional Contra Apedrejamento

Veja

06 de Agosto de 2010 - 13:11

A iraniana Sakineh Mohammadi Ashtiani não é a única no país que está prestes a ser apedrejada. Outros 24 presos do país se encontram no mesmo corredor da morte, segundo um estudo publicado pelo Comitê Internacional Contra Apedrejamento - ONG que monitora este tipo de execução no Irã. O caso da mulher de 43 anos, condenada inicialmente por adultério e depois por assassinato, ganhou repercussão mundial, tendo inclusive interferência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e evidencia a gravidade do problema na República Islâmica.

O Irã é, atualmente, o país com o maior número de execuções per capita no mundo - à frente até da China, apontam dados do Comitê e da Organização das Nações Unidas (ONU). “Esse é um regime que apedreja e executa, que prende pessoas todos os dias e corta suas mãos e seus pés”, enfatizou Mina Ahadi, porta voz da ONG, em carta aberta ao presidente brasileiro divulgada na última terça-feira. No documento, Mina agradecia a oferta de asilo feita por ele a Sakine Ashtiani, mas pedia que Lula deixe de apoiar o governo de Mahmoud Ahmadinejad.

Somente este ano, de acordo com a Anistia Internacional, o regime iraniano já executou 115 pessoas. Entre elas, estão manifestantes torturados após os protestos contra a reeleição de Ahmadinejad, em junho de 2009, em um pleito marcado por denúncias de fraudes.

Sakineh - A iraniana que chamou a atenção de todo o mundo é mãe de dois filhos e havia sido condenada à morte por adultério, por manter relações consideradas ilícitas com dois homens após ficar viúva. Em 2006, ela levou 99 chibatadas por esse "crime". Neste mesmo ano, um dos amantes foi condenado pelo homicídio do marido dela. O caso foi, então, reaberto e ela foi sentenciada à morte por apedrejamento. Para evitar críticas internacionais, na última terça-feira, o Irã mudou a condenação de Sakineh de adultério para assassinato. Logo depois, decidiu que ela vai responder, na verdade, pelas duas acusações.