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Sidrolandia

Após denúncia de sindicato, MPE investiga falta de laboratórios em UPAs de CG

A 30° promotoria de justiça de Patrimônio Público decidiu abrir uma inquérito civil para investigar a situação.

Campo Grande News

01 de Julho de 2013 - 10:10

O diretor do Sintss-MS (Sindicato dos Trabalhadores em Segurança Social de MS), Ronaldo Costa, denunciou ao MPE (Ministério Público Estadual) a falta de laboratórios de análises clínicas nas UPAs (Unidade de Pronto Atendimento) da Capital.Ele ainda questiona o fato de laboratórios particulares estarem em frente as unidades e realizar os trabalhos de forma terceirizadas. A 30° promotoria de justiça de Patrimônio Público decidiu abrir uma inquérito civil para investigar a situação.

 

“É muito cômodo as clinicas particulares se instalarem em frente às UPAs”, destacou ele. Segundo Ronaldo, além dos laboratórios, as unidades não dispõem de aparelhos essenciais por um período de 24 horas, entre eles o raio-x e eletrocardiograma. “É preciso disponibilizar estes aparelhos durante todo o plantão, não apenas no horário de consulta”, explicou.

 

Segundo o diretor, as unidades de saúde precisam oferecer 80% dos serviços aos pacientes e não apenas “parte” destes atendimentos. “As UPAs precisam resolver o problema da pessoa e não encaminhar para outro lugar, em exceção aos casos que é preciso de um hospital especializado que tenha mais condições”, apontou.

 

Costa ainda destacou que a prefeitura recebeu recursos do Ministério da Saúde para “equipar” as unidades e que segundo ele, resta apenas vontade política para colocar em prática. “Sem laboratórios você atrasa os resultados e aumenta o tempo de espera dos pacientes, deixando o local congestionado, é uma questão de praticidade”, explicou. O inquérito está com o promotor Alexandre Capibaribe Saldanha.

 

Opção – O sindicalista acredita que a construção de um Hospital Municipal poderia melhorar a situação da saúde em Campo Grande, ele destacou que na Capital existem apenas hospitais filantrópicos e um de âmbito estadual. “Esta propostas deve deixar de ser promessa e se tornar realidade”, defendeu ele.