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Sidrolandia

Após denúncia em CPI, professora confirma que é servida carne com sebo em Ceinfs

Essa mesma carne saiu a R$ 8,95 kg e com o acréscimo de 15% de gordura. A diferença é de R$ 136.200 mil só deste item e com 9 mil de gordura.

Midiamax

03 de Setembro de 2013 - 16:10

Após a CPI do Calote denunciar que a Prefeitura de Campo Grande paga R$ 161 mil a mais em contrato com a Salute Alimenteos pela carne com porcentagem maior de gordura do que preconizava a licitação, uma professora em dois Ceinfs na Capital confirmou que a carne é cheia de sebo.

“Conversando com as cozinheiras descobri que essa semana só recebemos carne moída cheia de sebo e com um cheiro podre”, disse a professora que preferiu não se identificar.

Ela também afirmou que, além disso, em um dos Ceinfs falta óleo e achocolatado. Ela enviou fotos à reportagem para confirmar o estado da carne e relembrou que a prefeitura paga caro pelo alimento.

Durante a CPI, o relator Elizeu Dionízio (PSL) que questionou sobre o preço da carne, pois segundo ele, o preço por 60 mil kg da carne bovina congelada foi ofertado no pregão a R$ 6,68 kg, sendo pela carne cordada em cubos e livre de gordura.

“Essa mesma carne saiu a R$ 8,95 kg e com o acréscimo de 15% de gordura. A diferença é de R$ 136.200 mil só deste item e com 9 mil de gordura. Ofereceram carne com sebo para as crianças”, alegou Elizeu.

O vereador também citou uma diferença de preço ainda maior na carne moída congelada. “Este item, com 60 mil kg, saiu no pregão a R$ 6,26 o quilo e depois foi pago R$ 8,95. Neste caso era 5% de gordura e depois foi para 15%. Diferença de preço de R$ 161.400 mil”, acusou Elizeu.

Uma funcionária da prefeitura presente na oitiva, que ocorreu no dia 19 de agosto, contou que o percentual de gordura é permitido pelo Ministério da Saúde e explicou que o contrato emergencial no valor de R$ 4,3 milhões com a Salute ocorreu porque não iria ter tempo hábil de fornecer alimento.