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Sidrolandia

Após dois anos, família que teve casa destruída por torre pede justiça

Outras duas famílias também foram lesadas na ocasião, algumas tiveram veículos destruídos, mas nenhuma tem situação semelhante a da administradora Daiane Cerconek, 28 anos.

Campo Grande News

15 de Outubro de 2013 - 10:37

A queda de uma torre da operadora de telefonia Oi, no dia 25 de outubro, em 2011, no município de Água Clara, mudou a rotina de uma família. Na época, na casa própria, onde moravam uma jovem deficiente, uma idosa e uma criança de colo, o fato traumatizou a todos. Aguardando pelo parecer judicial, a família se aperta em uma casa alugada, em oito pessoas e reclama da falta de auxílio da empresa, que até hoje não pagou um centavo do aluguel.

Outras duas famílias também foram lesadas na ocasião, algumas tiveram veículos destruídos, mas nenhuma tem situação semelhante a da administradora Daiane Cerconek, 28 anos. “Das pessoas que tiveram a casa atingida, uma estava a venda e o dono estava no desespero para vender, logo foi bom negócio para ele fazer o acordo. A outra era um alojamento de pessoas que estavam ali de aluguel. A minha era a única que era própria e deixou diversas sequelas na minha família, mais o prejuízo”, comenta Daiane.

De acordo com a moradora, a empresa ofereceu um acordo que seria até o desenrolar judicial, toda a família ficaria em hotel, com todas as dívidas por conta da empresa. “Não é o que queremos, nossa família trabalha com a produção de pães, como faríamos pra trabalhar? Somos em oito pessoas, depois da queda da torre, meu filho desenvolveu o autismo, pois ficou traumatizado, minha irmã deficiente e minha avó idosa aumentaram suas crises, como iríamos viver em um hotel, em quartos separados, sem privacidade e a vida de uma família comum?”, questiona a administradora.

“Se querem pagar hotel para oito pessoas por dois ou três anos, que é o tempo que leva a justiça, porque não pagam o aluguel de uma casa, sairia barato até pra eles”, sugere Daiane.

A família pede pelo menos um auxílio no aluguel enquanto a questão judicial não se revolve. “Estamos quase sendo despejados. É um desaforo, estamos sem nossa casa, tivemos todos esses problemas familiares por culpa da torre deles que caiu sobre nossa casa”, lamenta a moradora.

O Campo Grande News entrou em contato com a Oi através da sua assessoria de imprensa e através de nota a empresa se defendeu. “A Oi esclarece que, mesmo sem qualquer apuração oficial acerca de sua eventual responsabilidade sobre o incidente ocorrido em outubro de 2011 no município de Água Clara (MS), desde o início e de forma proativa, ofereceu suporte emergencial às famílias das três residências envolvidas, providenciando atendimento médico, apoio logístico e acomodação com refeições incluídas. Além disso, a companhia, desde a época do ocorrido, sempre esteve aberta ao diálogo com todos os envolvidos no incidente, situação que permanece até hoje, desde que as eventuais reivindicações sejam pautadas em bom senso e razoabilidade. Tanto é verdade que, logo de início, celebrou acordos com os moradores e proprietários das outras duas casas afetadas, tendo os moradores da última residência optado pela via judiciária. Por fim, a Oi acrescenta que não comenta ações judiciais em andamento”, finalizou.