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Sidrolandia

Após exames de rotina, Dilma reafirma que sua saúde está bem

Ela revelou que fez exames de rotina na noite de quarta-feira, 18, no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo.

Agência Brasil

19 de Agosto de 2010 - 15:26

Nesta quinta-feira, a candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, reafirmou aos jornalistas que acompanharam a visita dela à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), nesta manhã, em Brasília, que está muito bem de saúde. Ela revelou que fez exames de rotina na noite de quarta-feira, 18, no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo.

A instituição divulgou um boletim médico com o resultado dos exames, assinado pelos médicos Antonio Carlos Onofre de Lira e Riad Younes. A nota informa que "o estado de saúde da Sra. Dilma é considerado excelente". O documento acrescenta que a presidenciável "realizou exames de acompanhamento previamente programados de rotina", inclusive de imagem.

No debate entre presidenciáveis realizado na quarta-feira em São Paulo, o jornalista Rodrigo Flores pediu à candidata petista que declarasse aos internautas como estava de saúde, já que passou por tratamento de um câncer no sistema linfático no ano passado. Ela sofreu uma cirurgia e se submeteu a sessões de quimioterapia durante quatro meses.

Dilma respondeu que está "completamente restabelecida" e ressaltou que o "câncer é uma doença curável", principalmente quando é detectado logo no início.

- Se as pessoas fizerem tratamentos preventivos e descobrirem cedo, vão gozar de plena saúde.

Explicou que não é necessário tomar remédios o tempo todo e que ela se submete aos exames de rotina protocolares.

Na saída da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), perguntada se estava cansada do ritmo intenso da campanha eleitoral, Dilma voltou a comparar a rotina com a de um alpinista:

- Na campanha, eu escalo um Everest todos os dias. A gente vai criando resistência."



Relação com a Igreja - Antes, porém, durante a reunião na CNBB, Dilma disse que pretende implantar em seu governo um programa para universalizar o acesso à água, principalmente para as famílias moradoras do Semiárido nordestino. O presidente da Conferência, dom Geraldo Lyrio Rocha, expressou a preocupação com o acesso à água durante o encontro:

- Achei muito importante a preocupação de dom Geraldo com um a questão. É um assunto que eu vou perseguir sistematicamente, assim como eu fiz com o Luz para Todos que universalizou a energia elétrica. Agora nós vamos universalizar a questão do acesso à água - disse Dilma.

A candidata disse que além de dar continuidade às obras de integração das bacias do Rio São Francisco, obra polêmica, prevista no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do governo de Luiz Inácio Lula da Silva, Dilma pretende investir ainda na construção de cisternas nas casas do Semiárido.

- O Programa Água para Todos já existe, mas acho importante a gente estabelecer metas a serem seguidas para universalizar o acesso - destacou.

Na reunião com os bispos, assuntos polêmicos e que nos últimos anos vem gerando embates entre a Igreja e o governo não foram tratados como as propostas que garantem direitos civis a homossexuais e a questão do aborto.

- Não tratamos desse assunto. A minha posição já é clara em relação a esses dois pontos - disse Dilma.

Ela ainda elogiou a atuação da CNBB durante a ditadura militar. Sou grande devedora da CNBB. Na época da ditadura, esses bispos tiveram a ousadia de se levantar contra o fechamento desse país.

- Devemos à CNBB a sobrevivência de muita gente - disse Dilma.



Serra acusa PT de intimidar e censurar imprensa

Em um discurso considerado duro, o candidato tucano José Serra, acusou nesta quinta-feira, 19, o Governo Federal e o PT de tentarem, nos últimos anos, intimidar e censurar a imprensa, durante o 8º Congresso Brasileiro de Jornais, promovido pela Associação Nacional de Jornais no Rio de Janeiro.

Sem citar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Serra disse que as tentativas de censurar o setor de comunicação social se dão de três formas. A primeira, segundo, ele, é a "democrática entre aspas", pela realização de conferências como as de Comunicação, Direitos Humanos e Cultura, que, afirmou, "se voltaram de fato para o controle da nossa imprensa, através do suposto controle da sociedade civil."

- Quantas pessoas participam dessas conferências? Quinze mil? Vinte mil? Isso não representa o povo brasileiro. Representa um partido e setores que revelaram uma certa porosidade. São feitas com dinheiro público, são de um partido e de frações de um partido, do PT - afirmou ele, acrescentando que esses encontros geraram cerca de 600 projetos de lei que estão no Congresso.

Serra também acusou o governo de tentar intimidar o setor de comunicação, pela ameaça de restrições à publicidade de certos produtos, e denunciou a existência de um suposto patrulhamento exercido contra profissionais de imprensa. O candidato também criticou a TV Brasil, mantida pela estatal Empresa Brasil de Comunicação, e criticou a Lei Eleitoral, que, afirmou: "impõe um "isentismo", obrigando jornalistas a se preocupar com versões, não com fatos".

O candidato admitiu que às vezes reclama da ação da imprensa, mas afirmou que não o faz com o ânimo de quem quer censurar.

- É muito diferente de ter um aparelho de Estado que se organiza para trazer sob seus desígnios o jornalismo, usar a opressão do Estado através de pronunciamentos, de pressão econômica, pressão de chantagem, pressão de patrulhamento em favor de um partido - atacou.

Depois do discurso, Serra assinou a Declaração de Chapultepec (documento lançado em 1994 no México em defesa da liberdade de imprensa) e, em entrevista, se recusou a responder a perguntas sobre as críticas que fizera ao PT e ao governo no discurso. A candidata do PT, Dilma Rousseff, é esperada para participar do encontro à tarde. Marina Silva (PV) irá amanhã ao encontro.



Marina defende medidas para reduzir emissão de gás carbônico atreladas ao mercado financeiro

Também nesta quinta-feira, a candidata do PV à Presidência da República, Marina Silva, defendeu medidas para redução da emissão de gás carbônico (CO2) atreladas ao mercado financeiro. Ela disse que pretende criar uma agência reguladora do clima e um índice de medição de CO2, "que será uma ferramenta para que os investidores possam avaliar melhor a escolha das empresas para aplicação do capital".

Segundo ela, quanto mais poupança o setor privado tiver, mais recursos existirão para aplicar na economia e, consequentemente, na melhora da qualidade de vida da população.

- No momento em que tivermos diferentes segmentos comprometidos com a qualidade da sustentabilidade, vamos alavancar setores para uma economia de baixo carbono.

Marina disse, ao visitar de manhã a BM&FBovespa, que é favorável à inclusão da disciplina de educação financeira na grade escolar e que o ensino precisa de mais recursos. Ela defende que os investimentos em educação aumentem de 5% para 7% do Produto Interno Bruto (PIB).

Perguntada sobre a reforma tributária, Marina afirmou que se essa é uma discussão que não "deve ser feita no varejo".

- Se não for possível fazer uma redução, assumo compromisso de que não vamos elevar a carga tributária. Vamos ter transparência e justiça tributária - ressaltou.



Outras agendas - Nesta quinta, o comunista Ivan Pinheiro almoça, ao meio-dia, com apoiadores da candidatura, em Manaus. Depois, às 15h, viaja para o Rio de Janeiro.

José Maria Eymael - do PSDC - permanece em São Paulo durante toda a semana para gravação de programa eleitoral e reuniões com equipe de campanha.

Levy Fidelix (do PRTB) estará em São Paulo, onde visita, às 14h, bases eleitorais e depois faz reunião na sede do partido, às 17h. De manhã, concede entrevista à Rádio Giga (10h) e se reúne com os presidentes do PRP e PSDC, ao meio-dia.

Plínio de Arruda Sampaio, do P-SoL, grava o programa Bola da Vez do ESPN Brasil, às 9h, no estúdio emissora, em São Paulo. Às 11h, grava programas para seu site. À tarde, concede entrevistas, por telefone, às rádios SulAmérica Trânsito (14h30) e Cabo Branco FM, de João Pessoa (15h30).

Rui Pimenta (do PCO), participa, às 11h, de reunião para organizar a atividade que acontecerá a partir de sexta-feira, dia 20, sobre os 70 anos do assassinato de Lev Trotsky, da qual participará como palestrante. O objetivo é discutir temas ligados à vida e à obra do revolucionário russo.

E Zé Maria, do PSTU, cumpre agenda em Belém: Ao meio-dia, participa de panfletagem em obras da capital e, às 14h, concede entrevista à imprensa. Às 18h, acompanha a assembléia dos trabalhadores da construção civil da capital paraense.