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Sidrolandia

Bancários de Campo Grande e Dourados podem entrar em grave na próxima terça-feira

A greve foi deliberada após cinco rodadas de negociação da Campanha Salarial 2014, a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos)

MidiaMax

26 de Setembro de 2014 - 14:04

Os bancários de Campo Grande e de Dourados devem entrar em grave a partir da próxima terça-feira (30). Foram realizadas assembleias nas duas cidades na última quinta-feira (25) e a greve foi deliberada por unanimidade. A paralisação é por tempo indeterminado e atingirá instituições públicas e privadas da Capital.

A categoria reivindica reajuste salarial de 12,5%, piso de R$ 2.979,25, fim das metas abusivas e das demissões, plano de cargos, carreiras e salários (PCCS), 14º salário, prevenção contra assaltos e sequestros entre outras reivindicações, no total a minuta da negociação da categoria tem 129 itens.

A greve foi deliberada após cinco rodadas de negociação da Campanha Salarial 2014, a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos). Segundo a presidente do Sindicário (Sindicato dos Bancários de Campo Grande-MS e Região), Iaci de Azamor, será realizada no próximo sábado (27) mais uma reunião entre os bancários e o Fenabran. “Vamos ver o que vão apresentar. Se tiver evolução, é marcada uma nova assembleia”, diz.

O sindicato de Campo Grande faz parte da Contraf-CUT (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro) representa 134 sindicatos no país. No Brasil, há cerca de 500 mil bancários.

“O crescimento anual [dos bancos] é fantástico e construído pelos bancários. A folha de salário dos bancários é coberta pelas tarifas que a população paga e não justifica não dar o reajuste ou as demissões”, comenta Azamor.

O presidente do sindicato dos bancários de Dourados afirmou em nota que Bradesco, Itaú e Santander, lucraram juntos R$ 19,7 bilhões. No entanto, ambos fecharam 3.686 postos de trabalho no mesmo período, andando na contramão da economia brasileira que nos primeiros seis meses do ano gerou 588,6 mil novos empregos.

Em 2013, os bancários ficaram em greve por 23 dias. Na Capital, a greve chegou a atingir 97% das agências bancárias.