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Sidrolandia

Cai ritmo de crescimento do desenvolvimento humano no Brasil

Entre 2011 a 2014, taxa anual foi de 1% ante 1,7% entre 2000 e 2010. Radar IDHM é uma parceria do PNUD com Ipea e Fundação João Pinheiro.

G1

22 de Novembro de 2016 - 16:27

O crescimento do índice de desenvolvimento humano (IDHM) no Brasil desacelerou nos últimos anos. Entre 2011 e 2014, o IDHM cresceu 1% ao ano, um ritmo menor do que a expansão anual de 1,7% entre 2000 e 2010. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (22) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e a Fundação João Pinheiro.

O indicador é uma referência de qualidade de vida da população e seu cálculo considera informações sobre renda, educação e longevidade. O subíndice referente à educação cresceu a uma taxa anual de 1,5%, superior à do IDHM, do mesmo modo que o quesito renda, com crescimento anual de 1,1%, enquanto que o subíndice de longevidade evoluiu a uma taxa de 0,6% por ano.

No período analisado, a proporção de pessoas vulneráveis (com renda domiciliar per capita inferior a R$ 255) recuou a uma taxa média anual de 9,3% contra 3,9% no último período intercensitário. Já a proporção de pessoas extremamente pobres (com renda domiciliar per capita inferior a R$ 70) teve decréscimo médio anual de 14% (contra 6,5% no último período intercensitário).

O Radar IDHM utiliza informações da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), para monitorar tendências desse Índice – e de 60 indicadores socioeconômicos – nos anos intercensitários1.

Educação

Tanto a escolaridade como a frequência escolar cresceram a taxas médias anuais inferiores às observadas de 2000 a 2010. Um dos destaques é a estagnação no percentual de pessoas com 18 anos ou mais e ensino fundamental completo (que somavam 60,1% em 2011 e 61,8% em 2014).

Segundo o estudo, o crescimento pouco expressivo dos indicadores relativos à frequência escolar "alerta para a necessidade de as políticas públicas buscarem reforçar o aumento da frequência escolar, com menor defasagem idade-série, dos jovens e adolescentes de 15 a 17 anos (anos finais do ensino fundamental) e de 18 a 20 anos (ensino médio)".

IDHM por estados e regiões

Na análise por unidades da federação, o Distrito Federal regista a maior taxa de desenvolvimento humano (0,839), seguido por São Paulo (0,819) e Santa Catarina (0,813). Os menores índices são os de Alagoas (0,667) e do Pará (0,675) e Piauí (0,678).

Todos os estados apresentaram avanços entre 2011 e 2014. As maiores tendências de crescimento foram observadas no Amapá, Amazonas e Piauí. Já os que apresentaram
as menores tendências de avanços foram Roraima, Goiás e Sergipe.

Por regiões metropolitanas, as maiores tendências de aumento foram registradas na Grande Curitiba, no Grande Recife e na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. A base de dados completa do Radar IDHM está disponpivel no endereço www.atlasbrasil.org.br