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Sidrolandia

Calor forte e poucas chuvas devem castigar lavouras nós próximos dias

Em muitas localidades, as temperaturas ao longo do dia ultrapassam os 40°C, o que leva à paralisação do metabolismo da planta.

Canal Rural

06 de Fevereiro de 2014 - 08:09

As altas temperaturas, associadas a baixos volumes de chuva, têm levado as lavouras de soja, em toda a região Sul, Sudeste, Nordeste e em boa parte do Centro-Oeste ao estresse hídrico e térmico, onde muitas lavouras já apresentam reduções em seus potenciais produtivos.

Ainda é cedo para mensurar com exatidão as reais perdas nos índices de produtividade, mas é fato que a safra brasileira de soja terá reduções significativas esse ano, por causa da baixa disponibilidade hídrica e o forte calor que vem sendo registrado desde o inicio do ano.

Em muitas localidades, as temperaturas ao longo do dia ultrapassam os 40°C, o que leva à paralisação do metabolismo da planta. E como grande parte delas está em fase de granação e até mesmo florescimento, há o abortamento dos botões florais e uma redução no tamanho dos grãos.

Somente as lavouras de Mato Grosso é que apresentam condições bastante satisfatórias ao seu desenvolvimento, já que as chuvas no Estado vêm ocorrendo com boa frequência, e até mesmo em bons volumes, mantendo os solos com bons níveis de umidade.

E mesmo com essas chuvas, a colheita em Mato Grosso vem ocorrendo sem maiores transtornos, com 10% das áreas colhidas e produtividades médias, superando a média histórica do Estado.

Mas o Estado que apresenta o maior percentual de área colhida é Goiás, com 11%, sendo que as altas temperaturas e o tempo mais seco estão levando à antecipação do ciclo da cultura e, com isso, a antecipação do período de colheita.

Mato Grosso do Sul já apresenta 8% de seus campos de soja colhidos, o mesmo percentual do Paraná, sendo que a faixa oeste do Paraná já está com 53% das áreas colhidas, segundo dados da C.Vale.

Conforme avança a colheita, se observa que as maiores quebras serão observadas nas variedades de ciclo mais longo, já que as lavouras que estão sendo colhidas agora são de ciclo mais curto, plantadas entre setembro e início de outubro.

Mas como mais de 80% das lavouras no Brasil deverão ser colhidas após a segunda quinzena de fevereiro, o tempo seco e quente irá trazer consequências negativas à produção de soja no Brasil.

Tanto essa semana quanto a próxima manterão este padrão de tempo mais seco e quente em boa parte do Brasil, com exceção apenas de Mato Grosso e regiões produtoras da região Norte, onde há previsões para pancadas de chuvas ao longo desses próximos 15 dias. Entretanto, as chuvas não prejudicam a realização da colheita nem o desenvolvimento das lavouras.

O tempo seco em boa parte do Brasil também irá favorecer uma maior proliferação de pragas, como o percevejo e lagartas, e isso poderá levar a novas reduções nos índices de produtividade.

Portanto, com exceção de Mato Grosso e das poucas localidades produtoras da região Norte, o Brasil terá nos próximos 15 dias baixos índices pluviométricos e temperaturas muito altas, levando as plantas ao estresse hídrico e térmico e, consequentemente ,causando perdas nos potenciais produtivos das lavouras.

Com informações da Somar Meteorologia