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Sidrolandia

Câmara aprova em extraordinária mudança no zoneamento para liberar 600 moradias

O empreendimento é da Imobiliária Ajurycaba que prevê investimento de R$ 60 milhões, com a construção das moradias, infraestrutura de luz, água e esgoto

Flávio Paes/Região News

11 de Novembro de 2014 - 08:21

A Câmara Municipal se reúne em sessão extraordinária nesta terça-feira a partir das 10 horas e deve aprovar o projeto que altera o zoneamento urbano na saída para Quebra Coco para viabilizar construção do que será o maior conjunto habitacional de Sidrolândia planejado para 600 unidades, entre casas e apartamentos. Antes de liberar a implantação de um loteamento social nesta região próxima ao Jardim Petrópolis e a Aldeia Nova Tereré, a Prefeitura teve que estender o perímetro urbano até os limites da Chácara Califórnia adquirida de Neiva Barbosa Pinto.

O empreendimento é da Imobiliária Ajurycaba que prevê investimento de R$ 60 milhões, com a construção das moradias, infraestrutura de luz, água e esgoto. As casas custarão em média R$ 90 mil, com recursos financiados pelo programa Minha Casa, Minha Vida. Nos terrenos localizados às margens do prolongamento da Rua Ponta Porã, a empresa pretende construir condomínios de prédios de apartamentos.

Só a compra dos 46 hectares da Chácara Califórnia custou R$ 6 milhões, um custo médio de R$ 130,00 por hectare. Houve o desmembramento de 38 hectares sendo que haverá o aproveitamento de 15 para a construção do empreendimento. Segundo o gerente da Ajurycaba, Mauricio Sasaki, que esteve nesta segunda-feira na Câmara, haverá doação de 5 hectares para a Funai que destinará à expansão da Aldeia Nova Tereré, na qual moram mais de 70 famílias numa área com topografia irregular, sob a nascente de um córrego, onde a enxurrada alaga boa parte dos barracos. Será apresentado um projeto no Ministério das Cidades para a construção de 50 casas destinadas a estas famílias terenas.   

Diante dos vereadores, Mauricio assumiu o compromisso de empregar mão de obra da cidade e adquirir o material de construção no comércio da cidade. “Levando em conta uma média de três funcionários por casa, serão pelo menos 1.800 empregos diretos”, calculou. Ele está convencido de que há demanda para estas moradias, diante do alto déficit habitacional no município.