Logomarca

Um jornal a serviço do MS. Desde 2007 | Sábado, 25 de Maio de 2024

Sidrolandia

Capital: Defesa recorre ao TJ/MS para libertar dono de jornal

O jornalista foi preso segunda-feira , em Campo Grande, quando saia do jornal, no bairro Carandá Bosque

Campo Grande News

18 de Agosto de 2010 - 09:44

A defesa do jornalista Benedito de Paula Filho, dono do jornal semanário Boca do Povo, entrou com pedido de habeas corpus no TJ/MS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul).

De acordo com o advogado Valdir Custódio, o tribunal deve decidir ainda durante a manhã sobre o pedido de liberdade para o jornalista. Inicialmente, o pedido foi repassado para a desembargadora Marilza Lúcia Fortes, que se declarou impedida. Agora, o processo será analisado pelo desembargador João Carlos Brandes Garcia.

Segundo Valdir Custódio, a prisão preventiva foi decretada pelo juiz da 1ª Vara Criminal de Campo Grande, Paulo Afonso de Oliveira. O magistrado recebeu a denúncia do MPE (Ministério Público Estadual) e decidiu decretar a prisão. O processo corre em segredo de justiça.

O jornalista foi preso segunda-feira , em Campo Grande, quando saia do jornal, no bairro Carandá Bosque. Ele está preso na Defurv (Delegacia Especializada de Furtos e Roubos de Veículos). O jornalista é acusado de extorsão. O MPE também denunciou Washington Sanches, Antônio Fabiano Portilho Coene e Josimar Aguirre Palácio.

Denúncias - Em junho, o Gaeco apreendeu computadores no jornal Boca do Povo. À época, o MPE informou que os mandados de busca e apreensão foram cumpridos para investigar denúncia de extorsão. A ação foi batizada de Operação Sushi, pois a primeira denúncia partiu do dono de um restaurante de comida japonesa.

A investigação teve início em 19 de abril de 2010, a partir das declarações de uma vítima que foi forçada a contratar os serviços do jornal, sob pena de ser publicada matéria fantasiosa que comprometeria a imagem de sua empresa. O nome do denunciante não foi informado pelo MPE.

Na ocasião, o jornalista denunciou que a apreensão de sete computadores da redação do seu jornal teve motivação política.