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Sidrolandia

Capital paulista entra em estado de alerta por conta da baixa umidade do ar

O alerta é acionado sempre que a umidade fica igual ou inferior a 20%.

O Globo

23 de Agosto de 2010 - 13:50

 A Defesa Civil colocou a cidade de São Paulo em estado de alerta por causa da baixa umidade do ar nesta segunda-feira. Por volta de 13h30m, a taxa de umidade já estava em 17%. O alerta é acionado sempre que a umidade fica igual ou inferior a 20%.

A taxa mais baixa do ano, até agora, foi de 15%, registrada na sexta-feira, índice que pode ser superado. As taxas mais baixas da cidade, segundo o Centro de Gerenciamento de Emergência (CGE), foram de 10% em 14 de agosto do ano passado, 13% em 10 de setembro de 1981 e 14% em 9 de setembro de 2004.

Em Ribeirão Preto, no Norte do estado, a umidade do ar foi a mais baixa do ano neste domingo. Ficou em 13%.

É uma taxa praticamente de deserto. O deserto do Saara, por exemplo, tem médias entre 10% e 15% de umidade relativa do ar. De acordom com o Inpe, a umidade do ar deve permanecer abaixo de 20% em todo Oeste e Norte do estado, onde a temperatura máxima alcança 33 graus.

O ar seco agrava a poluição. Às 13 horas, todas as estações da Cetesb indicam ar apenas regular nas estações medidoras da capital e Grande São Paulo, com aumento na concentração de dióxido de enxofre, partículas inaláveis, dióxido de nitrogênio, monóxido de carbono e ozônio, por dificuldade de dispersão.

A recomendação da Defesa Civil é que a população evite atividades ao ar livre e exposição ao sol entre as 10h e 17h e não pratique exercícios entre as 11h e 15h. É aconselhável a ingestão de bastante líquido para não ter problemas de desidratação.

É importante ainda que as pessoas não coloquem fogo em terrenos baldios e vegetação seca. Com o tempo seco, aumentam as chances de incêndio. Nesta madrugada, uma favela pegou fogo na Zona Leste de São Paulo. No interior do estado, o ar seco agrava o risco de queimadas. Na noite deste domingo, os satélites do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) registravam 562 focos. Havia focos de calor em 186 dos 645 municípios do estado.

As cidades com situação mais crítica são Pereira Barreto, Penápolis, Glicério, São José do Rio Pardo e Amparo.