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Sidrolandia

Casais que preferem "apenas" viver junto superam casamentos tradicionais em MS

Em 2011, eram em torno de 2,3 milhões de casais em união consensual na região, enquanto em 2012 o número subiu para 2,4 milhões.

Dourados News

01 de Outubro de 2013 - 10:00

Dados da tabela referente à nupcialidade da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, divulgados na sexta-feira (27) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), no comparativo entre 2011 e 2012 apontam que na região Centro-Oeste o volume de casais que apenas vivem juntos (união consensual) aumentou em relação aos casais tradicionais.

Em 2011, eram em torno de 2,3 milhões de casais em união consensual na região, enquanto em 2012 o número subiu para 2,4 milhões. Já o total de casados no civil e religioso passou de 2.620.000 para 2.641.000.

Dois anos atrás, eram 1.392.000 casados apenas no civil e 166 mil no religioso. Já no ano seguinte, o total de registros somente na parte civil foi de 1.290.000 e 188 mil escolheram apenas o religioso.

No Estado

Os números recentes da região Centro-Oeste seguem o inverso da tabela. Em Mato Grosso do Sul, o volume de casais em união consensual supera o total de casados em cerimônia civil e religiosa, segundo o Censo 2010.

Conforme os dados do IBGE, em 2010 eram 449.675 casais em união consensual, enquanto o total de casados no civil e religioso era de 393.503. Os casados somente no civil chegavam a 202.541 e no religioso, 29.840.

Em Dourados as uniões consensuais ainda não superam as realizadas no civil e religioso, mas os números são bem próximos. Ainda de acordo com os dados do Censo 2010, o total de casais que vivem juntos no município era de 30.652, enquanto o de casados no civil e religioso é de 39.007, apenas no civil 15.461, e apenas no religioso 2.285.

Economia é principal fator

Entre aqueles que vivem juntos e não pretendem se casar oficialmente, e os que ainda sonham com o casamento na igreja e no cartório, um fator é apontado em comum: a economia. A empresária Eliane Rocha, 27, que gerencia uma boutique em Dourados, é daquelas que tem o sonho de casar na igreja, mas explica que preferiu investir em uma casa antes de tudo.

“Moro há três anos com meu noivo, e tenho o sonho de casar na igreja, no cartório, fazer festa, tudo como manda a tradição. Mas resolvemos antes disso construir a nossa casa, investir. Nossos planos estão caminhando, e ano que vem a casa deve ficar pronta. Eu quero entrar na minha residência casada, essa é a meta”, explicou Eliane.

Segundo ela, os dois resolveram morar juntos antes de casar por causa do trabalho do noivo, que é dentista. “Eu morava em Foz do Iguaçu (PR), e ele trabalhava lá, mas resolveu voltar para Dourados por causa da família, e aí resolvemos morar juntos aqui. Mas o casamento é um desejo nosso, e eu não abro mão de oficializar a união”.

Já o comerciante José Duarte de Luna, 35, vive com a esposa com a qual tem dois filhos há 14 anos, e diz que nunca sentiu falta de oficializar a união no cartório, já que os dois são casados apenas no religioso.

“Fizemos a cerimônia religiosa, simples, por economia, mas que de certa forma selou a união, e vivemos juntos. Mas isso nunca foi uma coisa que sentimos falta, a convivência é o mais importante, pode não estar no papel, mas somos casados”.

Luna diz que somente agora têm pensado em oficializar o casamento no cartório, para ter uma garantia a mais. “É apenas por questões legais para os nossos filhos ficarem mais garantidos e a minha esposa também”, finalizou o comerciante.