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Sidrolandia

Centrais se organizam para fazer um grande ato de protesto pelas ruas da Capital

As centrais estão usando de todos os meios para mobilizar a população para participar desse manifesto pelas ruas de Campo Grande.

Assessoria

09 de Julho de 2013 - 13:00

Lideranças sindicais e das centrais sindicais de Mato Grosso do Sul (Força Sindical, CUT, CGTB, CTB, CSB, UGT e NCST) se reuniram hoje pela manhã para ultimar os preparativos para a grande mobilização (nacional) regional na quinta-feira, 11 de julho, pelas principais vias de Campo Grande.

A concentração, de mais de 15 mil trabalhadores, será na Praça do Rádio às 9 horas. Com carros de som, bandeiras, faixas e cartazes, eles descem pela Avenida Afonso Pena em direção ao centro da cidade, com o propósito de somar forças com os demais movimentos, em todos os Estados, por um Brasil melhor!

As centrais estão usando de todos os meios para mobilizar a população para participar desse manifesto pelas ruas de Campo Grande. Sindicalistas do interior do Estado e trabalhadores estão vindos para somar força ao movimento.

A Fetems (Federação dos Professores de MS) está com uma intensa campanha nesse sentido, de trazer professores para as ruas, assim como a Fetagri (federação dos trabalhadores rurais) e o Sintracom (Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção Civil e do Mobiliário de Campo Grande) e outras categorias.

Idelmar da Mota Lima, presidente da Força Sindical Regional Mato Grosso do Sul  informou que as centrais vão empunhar as seguintes bandeiras:

1 – 10% do PIB para a educação pública; 2 – 10% do Orçamento da União para a saúde pública; 3 – Que as reduções de tarifa do transporte não sejam acompanhadas de qualquer corte dos gastos sociais; 4 – Fim do Fator Previdenciário; 5 – Demarcação de Terras indígenas; 6 – Democratização da comunicação; 7 – Redução da jornada de trabalho para 40 horas, sem redução salarial; 8 – Valorização das aposentadorias; 9 – Reforma agrária; 10 – Suspensão dos leilões do petróleo; 11 – Contra o PL 4330, da terceirização e 12 – Reforma política.

PACÍFICA – José Lucas da Silva, representante da CSB (Central dos Sindicatos Brasileiros), em Mato Grosso do Sul, disse que a manifestação será pacífica, numa demonstração de força da classe trabalhadora do Estado. “Não admitimos e não toleramos ações de vandalismo em manifestação dessa natureza”, afirmou.

O advogado e professor Ricardo Martinez Froes, presidente regional da Central Sindical dos Trabalhadores e Trabalhadores do Brasil – CSB, também reforçou a importância do movimento sindical e social de MS nessa demonstração de força da classe trabalhadora sul-mato-grossense. “Exigimos mudanças urgentes e imediatas, que possam atender aos anseios de uma Nação cansada de corrupção e impunidade”, afirmou.

Estevão Rocha dos Santos, diretor da Força Sindical regional MS, e presidente do Seaac/MS (sindicato dos empregados autônomos do comércio e serviços), estende o convite a toda população para participar dessa manifestação pública na quinta-feira, dia 11 de julho, a partir das 9 da manhã na Praça do Rádio. “Vamos, todos, dizer NÃO a promessas, discursos e projetos que adiem as necessidades e evidentes providências”, afirmou.

PERCURSO – Os mais de 15 mil manifestantes vão se concentrar na Praça do Rádio às 9 horas e em seguida, descem pela Avenida Afonso Pena, em direção à Rua 14 de Julho e seguem por essa via até a Rua Barão do Rio Branco, retornando à Praça do Rádio onde continuam as manifestações com carro de som e palavras de ordem.

José Abelha Neto, presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Construção Civil – Sintracom, disse que os trabalhadores do setor descerão em peso para o centro da cidade para essa manifestação. Da mesma forma, Geraldo Teixeira de Almeida, da Fetagri, prometeu o mesmo, trazer para as ruas centenas de trabalhadores rurais que aguardam há anos por uma reforma agrária que flua e assente famílias em Mato Grosso do Sul.