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Sidrolandia

Com subconcessão, Sanesul quer viabilizar investimento de R$ 4 milhões para ampliar produção

As dificuldades se acentuaram desde que a produção do superpoço da Rua Espírito Santo, que respondia por 60% do suprimento, caiu de 185 mil para 102 mil litros.

Flávio Paes/Região News

24 de Outubro de 2014 - 16:53

A Sanesul planeja atrair empresas interessadas em investir R$ 4 milhões na construção de um superpoço com capacidade para produzir 200 mil litros de água por hora e um novo reservatório com capacidade para 1 milhão de litros.

Se este projeto sair do papel, ampliará em 66% a atual produção, que é de 300 mil litros de água por hora, além de ampliar a atual capacidade de reservação de 1,450 milhão litros. Hoje a cidade enfrenta problemas de abastecimento porque o sistema funciona no limite e basta uma das bombas dos 14 poços que suprem o sistema apresentar defeito, para regiões inteiras da cidade ficarem sem água. A situação fica ainda fragilizada por causa das perdas. 

As dificuldades se acentuaram desde que a produção do super-poço da Rua Espírito Santo, que respondia por 60% do suprimento, caiu de 185 mil para 102 mil litros de água por hora. Já está em tramitação na Câmara Municipal projeto do Executivo que autoriza a Sanesul oferecer subconcessão por 15 anos a empresas privadas dispostas a fazer este investimento, tendo como contrapartida a garantia de compra desta água, bruta ou já tratada.

Esta modalidade de contratar a produção de água para o abastecimento da cidade é denominada  pela sigla em inglês B.O.T (Build, Operate and Transfer), ou seja numa tradução literal, significa, Construir, Operar e Transferir. Há mais de 10 anos é adotada em Dourados e segundo o diretor comercial e de abastecimento da Sanesul, Edgar Afonso, será usada para ampliar a produção de água em Aparecida do Taboado e Paranaíba.

A vantagem do regime B.O.T, conforme Edgar, é a diluição do investimento ao longo dos 15 anos de vigência da subconcessão, além do risco ser integralmente da empresa que se interessar pelo negócio. Ele explica que o edital vai especificar o volume de água que se pretende adquirir, num valor abaixo do preço da tarifa que é cobrada do usuário.

Na eventualidade do poço perfurado não atingir a vazão de 200 mil litros por hora, o prejuízo é da empresa. Toda a manutenção, como a troca de bombas, por exemplo, também é responsabilidade do investidor. No sistema atual, em que a própria estatal contrata a perfuração do poço, além do desembolso ser imediato, tão logo o serviço fique pronto, caso a vazão seja abaixo do previsto, quem arca com o prejuízo é a Sanesul. Isto aconteceu recentemente, no caso do poço perfurado no Bairro Sol Nascente.

Havia uma expectativa de uma vazão de 80 a 100 mil litros por hora, acabou se obtendo uma vazão de no máximo 40 mil litros/hora.  No caso do poço projetado para o Jardim do Sul, onde já existem reservatórios e outros poços, o estudo hidro-geológico desenvolvido pela Sanesul, mostrou a viabilidade de se alcançar os 200 mil litros/hora de vazão com a perfuração de 400 metros, quando se atinge o aquífero guarani, no arenito-guarani. 

A Sanesul planeja investir R$ 2,4 milhões, recursos de um financiamento do PAC/Funasa, em melhorias na rede de água. Outros R$ 8,4 milhões estão sendo aplicados na implantação da estação de tratamento de esgoto e na rede domiciliar