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Sidrolandia

Cresce mortalidade infantil indígena em Mato Grosso do Sul

Os dados adquiridos são alarmantes, entre os anos de 2012 e 2013 foram contabilizados 14 mortes de crianças até 1 ano de idade, seis em 2012 e oito em 2013.

A Gazeta News

03 de Março de 2014 - 16:49

Dados repassados pelo Conselho Distrital de Saúde Indígena mostram que houve um aumento de 43% no número de mortes de crianças de 1 a 4 anos em todo o Mato Grosso do Sul entre os anos de 2011 e 2012.

Seguindo os vários movimentos indígenas ocorridos em Amambai reivindicando melhorias na saúde nas aldeias, a reportagem esteve fazendo um levantamento na secretaria de saúde municipal para identificar os números mais atualizados de ocorrências envolvendo mortes de crianças indígenas.

Os dados adquiridos são alarmantes, entre os anos de 2012 e 2013 foram contabilizados 14 mortes de crianças até 1 ano de idade, seis em 2012 e oito em 2013. Segundo o secretário de saúde de Amambai, Pedro Humberto, “todos os registros de mortalidade infantil até 1 ano de idade em Amambai são de indígenas”, relatou o secretário de saúde.

Segundo dados do plano municipal, o índice de mortalidade infantil com idade até 1 ano de idade diminui significativamente de 2000 até 2010, caindo 14%, saindo de 22,7 por cada mil nascidos vivos para 19,4 para cada mim nascidos vivos, levando-se em conta que em Amambai a média de nascimentos anuais gira em torno de 850 pessoas, esses números sofrem outra diminuição.

Segundo os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio das Nações Unidas, a taxa de mortalidade infantil para o Brasil deve estar abaixo de 17,9 mortes por mil nascimentos vivos em 2015. Em 2010, as taxas de mortalidade infantil do Estado e do país eram 18,1 e 16,7 por mil nascidos vivos, respectivamente.

O Jornal A Gazeta procurou a direção da Sesai de Amambai (Secretaria Especial de Saúde Indígena) para obter informações sobre os dados divulgados, a reportagem foi direcionada a entrar em contato com a chefe do Dsei (Distrito Sanitário Especial Indígena) Eliete Domingues, mas mesmo após várias tentativas não possível conseguir a versão do órgão responsável pela saúde indígena do Estado.