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Sidrolandia

Demitidos do frigorífico Mafrig têm futuro incerto em Porto Murtinho

Midiamax

01 de Junho de 2011 - 15:22

Os trabalhadores demitidos pelo Frigorífico Marfrig, em Porto Murtinho, estão apreensivos com o futuro de suas famílias e com o pagamento das dívidas que contraíram quando empregados.

A unidade fechou as portas cinco anos depois inaugurada, com um custo de construção da planta de R$ 50 milhões, mais a expectativa de geração de 400 empregos diretos e cerca de 2.000 indiretos. Mas desde o último dia 11 de maio, 300 trabalhadores foram demitidos e a imensa pecuária local ficou sem infra-estrutura de abate nas proximidades. O comércio local se ressente da queda nas vendas.

Ao mesmo tempo em que fechou a unidade de Porto Murtinho, o Mafrig anunciou um lucro de R$ 25,2 milhões de reais no primeiro trimestre deste ano, com um lucro operacional de R$ 5.252 bilhões no período. Antes do fechamento e das demissões, o frigorífico lançou no mercado uma oferta de títulos com vencimento em sete anos, no valor total de US$ 750 milhões, através da Marfrig Holdings Europe.

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Oficialmente, a empresa divulgou nota de esclarecimento afirmando que "as demissões e férias coletivas concedidas em sua unidade industrial Porto Murtinho (MS) são parte de um plano de medidas momentâneas e absolutamente necessárias para a manutenção da estabilidade financeira daquela operação, não representando a intenção da Companhia de encerrar completamente as atividades industriais da mesma".

No entanto, a planta está parada e os 300 funcionários receberam seus direitos trabalhistas. O governo estadual tentou reverter a situação, por intermédio da secretária Tereza Cristina Corrêa da Costa (Produção), mas não obteve êxito.

Em 2009, quando o frigorífico parou suas atividades por nove meses, o próprio governador André Puccinelli participou de negociações para a retomada da produção, com abatimento no ICMS de 4% par 2%. Também não adiantou.

Com o Mafrig e o Independência, dois grandes frigoríficos encerram atividades no estado.