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Sidrolandia

Dilma diz que pode fazer mais de 2 milhões de casas em 4 anos

A ex-ministra falou que a Caixa não deve ter vergonha de dizer que poucas moradias foram viabilizadas pelo "Minha Casa, Minha Vida"

Terra

19 de Agosto de 2010 - 13:50

A candidata do PT à presidência da República, Dilma Rousseff, afirmou nesta quinta-feira (19) que a Caixa Econômica Federal, responsável pela análise do programa "Minha Casa, Minha Vida (MCMV)", de construção de habitações populares, "não deve ficar com vergonha" de dizer que poucas moradias foram viabilizadas pelo projeto e observou que em seu eventual governo é possível que haja a oportunidade até ultrapassar a meta de 2 milhões de casas construídas, conforme meta do Minha Casa, Minha Vida 2. Para este ano, considera ainda ser possível viabilizar 1 milhão de casas, conforme previsto no MCMV 1.

"Considerando o crescimento vegetativo, é possível que a gente consiga fazer mais de 2 (milhões) nesses quatro anos, até porque aprendemos a fazer. Você tem sempre de aprender, até porque o Brasil não sabia fazer casa nessa envergadura. Os empresários mesmo disseram que não sabiam", relatou a ex-ministra após ser recebida em Brasília pela cúpula da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

A presidenciável rebateu eventuais problemas por conta do baixo índice de entrega de casas do projeto do governo federal e disse que existem dados "absolutamente distorcidos" sobre o projeto habitacional. Ela observou que, até o momento, 590 mil habitações já foram contratadas, embora "muitas não tenham sido entregues". De acordo com a Caixa Econômica Federal, apenas 0,9% da meta de entrega de casas para a população de zero a três salários mínimos foi cumprida.

"Esse (usar a quantidade de casas entregues como medição da eficácia do programa) é um dado absolutamente distorcido que só é passível de ser expresso em momentos eleitorais, que as coisas tendem a ser um pouco distorcidas. Esse país parou de construir moradia. Ele não tinha programa habitacional. Não são muitas entregues e nem pode ser. Seria um milagre se tivessem muitas entregas porque entre o tempo de pegar o projeto, aprovar na prefeitura, desapropriar o terreno e ter todas as autorizações - uma das partes mais importantes - é quase um ano para isso", explicou a petista, que anunciou que, se eleita, pretende dar seguimento a um projeto de universalização de água para a população brasileira.

"Achei muito importante a preocupação do D. Geraldo (Lyrio, presidente da CNBB) com um problema que vai ser uma questão que vou encaminhar e vou perseguir sistematicamente, assim como eu fiz com o Luz Para Todos. É uma questão que eu acho de grande sensibilidade do D. Geraldo que é a universalização da água. Essa questão das cisternas é uma das formas pelas quais você pode equacionar o problema do acesso às comunidades do semi-árido e onde for possível. Você combina isso com as obras de interligação da Bacia do São Francisco. Acredito que com todas as obras e abastecimento de água que a gente vem fazendo através do PAC vamos ter de colocar na nossa pauta (...), no meu governo colocarei essa observação que é a questão da universalização da água. Colocar a meta, perseguir a meta", observou. Ela disse ainda que pretende "estudar profundamente" para definir metas de saneamento básico e viabilização de esgotos.