Logomarca

Um jornal a serviço do MS. Desde 2007 | Quinta, 13 de Junho de 2024

Sidrolandia

Equipes da Funai e Polícia Federal voltam à áreas de conflito em Paranhos

13 de Agosto de 2012 - 14:31

A Polícia Federal e funcionários da Funai fizeram uma reunião agora à pouco em Ponta Porã e definiram a volta às duas fazenda ocupadas por 400 índios em Paranhos, no cone-sul do Estado. Uma equipe de três integrantes da Funai e 4 policiais federais estão a caminho das fazendas Eliane e Campina.ocupadas na madrugada da última sexta-feira. Eles devem chegar á área no final da manhã. Uma equipe da Força Nacional já está na região.

Assim que chegarem ao local da ocupação as equipes da Funai e da Polícia Federal vão se reunir comas lideranças indígenas para apurar como foi o ataque de pistoleiros aos índios na sexta-feira logo após a ocupação e investigar como se deu o desaparecimento do índio Eduardo Pires.

Eles vão definir junto com a população indígena que ocupa as fazendas como fazer a proteção da área, uma das reivindicações dos indígenas.xxx .O clima continua tenso na região da fazenda e Flávio Machado do Cimi - Conselho Indigenista Missionário relata que os índios temem novos ataques por parte dos 10 pistoleiros que continuam na região.

O Ministério Público Federal está acompanhando a ocupação para definir se envia uma equipe de antropólogos a Paranhos. O Ministério assinou um Termo de Ajustamento de Conduta com a Funai em 2007 para a realização de estudos antropológicos exigidos pelo Ministério da Justiça para demarcar novas áreas indígenas no Estado.

Só no cone-sul 50 processos estão no MPF á espera dos Estudos Antropológicos da Funai para definir novas demarcações. Em 2010 o Ministério entrou com nova ação para acelerar esses estudos. Até agora nenhum relatório definindo uma nova área indígena no Estado foi enviado ao MPF.

No caso das Fazendas Eliane e Campina, a área de 7.175 hectares já foi homologada em 2010 pelo governo Federal como pertencente aos índios. De Acordo com a Funai só 184 hectares dessa área estaria fora da demarcação.