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Sidrolandia

Fábrica reduz para US$ 2,2 bilhões investimento no Estado

A confusão acontece porque quando revertido o valor em reais o investimento passou de R$ 7,7 bilhões para R$ 8,7 bilhões.

Correio do Estado

05 de Novembro de 2015 - 14:53

Com as especulações econômicas sobre redução ou aumento dos investimentos da Fibria na construção do seu segundo complexo de celulose em Três Lagoas houve uma confusão da mídia nacional em divulgar se houve aumento ou redução do investimento. No âmbito da economia e estruturação do projeto, a empresa divulgou que houve uma redução do investimento de US$ 2,5 bilhões para US$ 2,2 bilhões, o que é chamado de redução do CAPEX (investimento de capital).

A confusão acontece porque quando revertido o valor em reais o investimento passou de R$ 7,7 bilhões para R$ 8,7 bilhões, já que na ocasião em que o projeto foi anunciado, a realidade econômica era outra.

De acordo com a assessoria de comunicação da empresa, falar que o investimento diminuiu não representa uma queda, mas sim uma economia, pois a empresa fará a mesma planta “gastando menos”, isso porque a solução financeira do projeto melhora a medida que cresce a qualidade de crédito que oportuniza uma redução de juros de 3,3% para 2,8% com vencimento e prazos maiores.

Segundo o diretor de Finanças e Relações com Investidores da Fibria, Guilherme Cavalcanti, a combinação de financiamento e capital próprio permitiu que a companhia chegasse a um custo médio de 2% ao ano, em dólar. “A solução financeira para o projeto irá melhorar a qualidade de crédito da companhia, reduzindo o juro médio de 3,3% para 2,8%, com vencimento com prazos mais longos” explicou.

Cerca de 30% do volume total do financiamento – o equivalente a R$ 2,6 bilhões – virão da forte geração de caixa da Fibria, que vem registrando recordes operacionais consistentes.

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) poderá financiar R$ 1,7 bilhão, caso o projeto, em fase de análise, venha a ser aprovado, o que representa cerca de 20% do total. A Fibria tem ainda um financiamento de R$ 1 bilhão enquadrado no projeto da SUDECO (Superintendência do Desenvolvimento do Centro-Oeste) do Fundo de Desenvolvimento do Centro-Oeste (FDCO). O enquadramento saiu em outubro e a expectativa é de conclusão da operação até o final de dezembro.

No mercado externo, a Fibria acessou duas linhas, sendo US$ 400 milhões em empréstimo sindicalizado, via pré-pagamento de exportação, com custo médio de taxa Libor mais 1,43% e prazo médio de 5 anos; e outros US$ 300 milhões com a agência de crédito de exportação Finnvera (Finlândia), que financia equipamentos deste país.

“Como possui grau de investimento pelas agências de classificação de risco, a Fibria conseguiu, ao estruturar o financiamento do projeto Horizonte 2, acessar as melhores oportunidades de mercado, com linhas aderentes ao perfil do fluxo de caixa da empresa, com contrapartidas das melhores instituições internacionais de crédito”, afirma o gerente geral de Tesouraria, Marcelo Habibe.