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Sidrolandia

Falta de chuva castiga o gado em Mato Grosso do Sul

Já são mais de 30 dias sem chuva e os animais estão sentindo os efeitos do frio e da falta de alimentação

Globo Rural

11 de Agosto de 2010 - 16:15

Mesmo quem tem silagem está preocupado. A seca chegou antes da hora e deve faltar alimento.

O que era verde agora está seco. Na região vivem aproximadamente 200 pequenos produtores que foram assentados.

Já são mais de 30 dias sem chuva e os animais estão sentindo os efeitos do frio e da falta de alimentação.

O criador Daniel Siqueira, que cria 11 cabeças de gado, já perdeu três por conta da seca. “Os animais ficam fracos porque a palhada não dá o sustento natural como ele precisa”, explicou.

Alguns produtores se preveniram e, com a conservação de forragem, amenizaram os impactos da falta de alimento para o gado nesta época do ano.

A produção de silagem, feita por meio da fermentação de algumas espécies de forrageiras como capim, sorgo e o napiê, tem sido a alternativa para garantir a produtividade do rebanho leiteiro.

Mas a seca deste ano surpreendeu o criador Adão Fernandes, que não esperava por uma estiagem tão prolongada.

“Eu tive que antecipar a abertura da silagem. Pelo fator de a seca ter vindo antes, o pasto parou o crescimento.

Para não judiar do pasto, que era novo, eu opinei por abrir a silagem antes do mês de agosto, que era o tempo previsto”, justificou.

Um animal come uma média de 25 a 40 quilos de silagem por dia. Na propriedade do seu Adão são 18 cabeças de gado. Este ano, ele produziu mais ou menos 60 toneladas de silagem.

O período de estiagem vai até o fim de setembro e essa fonte alternativa de alimento para o gado já está terminando.

Até o fim de setembro o produtor vai viver a época de vacas magras esperando as chuvas voltarem para deixar os campos verdes novamente.