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Sidrolandia

Falta de estoque dobra preço da vacina contra brucelose em MS

Porém no período de vacinação de 2011 não houve quantidade suficiente de doses para todo o rebanho sul-mato-grossense

Midiamax

13 de Julho de 2011 - 10:37

Em plena época de vacinação do rebanho, o produtor rural de Mato Grosso do Sul se deparou com a falta de vacinas contra a Brucelose, doença que ataca as fêmeas da propriedade afetando, principalmente, o sistema reprodutor, sendo que também pode contaminar humanos.

Em 2001, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento criou o Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e da Tuberculose que tornou obrigatória a vacinação de fêmeas de três a oito meses, em todo o território nacional e definiu uma estratégia de certificação.

Em Mato Grosso do Sul, o sistema funciona através da Iagro (Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal), que monitora as propriedades.

Porém no período de vacinação de 2011 não houve quantidade suficiente de doses para todo o rebanho sul-mato-grossense. De acordo com a diretora-presidente da Iagro, Maria Cristina Carrijo, algumas vacinas não estavam de acordo com as especificações do Ministério da Agricultura, o que causou a escassez no mercado.

Como a procura foi muito grande, as lojas de medicamentos veterinários foram, de certa forma, obrigadas a elevar o preço das doses disponíveis, que em média passou de R$ 0,60 para R$ 1,50.

O dono de uma loja agropecuária, Edilson Moreira Fernandes, acredita que, nos próximos anos, o preço permaneça em alta, como já aconteceu com as vacinas contra a raiva e a febre aftosa. “Nós perdemos muitas vendas, porque quem não comprou não compra mais”, afirma ele.

Para o presidente da Acrissul (Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul), Jonathan Barbosa, além do prejuízo financeiro, o produtor se depara com uma série de outros problemas porque o atraso trará problemas para as futuras matrizes do rebanho, já que a vacina é em dose única.

O presidente da Acrissul acredita que o principal responsável por essa situação é o Governo do Estado, que, para ele, “se descuidou, já que deveriam realizar estes testes antes da época de vacinação”. Ele ainda comenta que esse problema pode atingir os consumidores do estado, porque as vacas não vacinadas vão acabar no comércio de carnes.
A dica do veterinário Horácio Tinoco, para os produtores que não conseguiram vacinar o seu rebanho, é que eles procurem um veterinário para indicar qual a melhor ação a ser feita na propriedade.