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Sidrolandia

FCMS abre Exposição Literária que celebra o Dia Internacional da Mulher

Há também o livro de fotografias intitulado “Mulheres do Brasil”, com brasileiras famosas retratando as várias regiões do País.

FCMS

28 de Fevereiro de 2014 - 15:10

A Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul abre a temporada de exposições literárias na Biblioteca Estadual Dr. Isaías Paim com a mostra Todas as Artes da Mulher, que durante todo o mês de março celebrará o Dia Internacional da Mulher.

A exposição será aberta dia 6 de março (quinta-feira), às 8h30 e contará com obras bibliográficas, históricas e fotográficas de grandes personalidades femininas no Brasil e no mundo.

Estarão em exposição obras como “A História das Mulheres no Brasil”, organizada pela historiadora Mary Del Priore, que traz uma visão ampla do universo feminino no País, seja através da dona de casa, burguesa e operária, professora e boia-fria, escrava e sinhazinha, bem como o livro “Século XX: A Mulher Conquista o Brasil”,com textos e imagens de profundo conteúdo histórico e literário, além de “A História do Mundo pela Mulher”, da escritora e crítica literária inglesa Rosalind Miles, que traz narrativas de mulheres e a sua versão da presença e da força feminina na história mundial.

A mostra também abordará as conquistas de emancipação feminina com obras como “O Segundo Sexo”, da escritora, filósofa existencialista e feminista francesa Simone de Beuvoir e “A Condição da Mulher”, da sexóloga e atual ministra da cultura Marta Suplicy, assim como“Promiscuidades – a luta secreta para ser mulher”, da palestrante dedicada à causa da mulher Naomi Wolf, e a autobiografia da escritora e feminista Gertrude Stein, responsável pela ascensão do pintor espanhol Pablo Picasso.

A arte da maternidade retratada em “Mãe Natureza”, uma visão feminina da evolução humana da antropóloga Sarah Blaffer Hrdy, “Entre mãe e filho, uma análise humanística e psicológica desta relação sob a ótica da psicóloga Evelyn Bassof e “De peito aberto”, um projeto de estudo sobre o câncer de mama no Brasil através de palestras da jornalista Vera Golik, também estarão disponíveis ao público.

A arte literária estará contemplada através de livros de grandes escritoras como Rachel de Queiróz, primeira mulher membro da Academia Brasileira de Letras; a sempre enigmática Clarice Lispector, a “anarquista” Zélia Gattai; Nélida Piñon, ex-presidente da ABL; a polêmica cronista, dramaturga e poeta Hilda Hilst; poetisas consagradas como Cecília Meireles, Adélia Prado, Cora Coralina, Olga Savary, a maior poetisa portuguesa, Florbela Espanca e a ainda pouco conhecida Dora Ribeiro, nascida em Campo Grande.

E na arte dramática infanto-juvenil temos Maria Clara Machado, criadora do teatro Tablado e de peças infantis como “Pluft, o fantasminha” e Ana Maria Machado, autora de diversas obras para o teatro e televisão.

Na arte de interpretar, seja no cinema, teatro ou televisão, temos as biografias da atriz e cantora Bibi Ferreira, Tônia Carrero, Dina Sfat, Bete Mendes, Etty Fraser e Joana Fomm; as estrelas de Hollywood, Marilyn Monroe e Shirley Maclaine, a atriz predileta do diretor sueco Ingmar Bergman, Liv Ullmann e a atriz brasileira Odete Lara, um ícone dos anos 60.

Nas artes plásticas brasileira temos Adriana Varejão, Leda Catunda, Maria Bonomi, Teresa D’Amico, Isabelle Tuchband, Ana Horta, Marina Nazareth, Maria Tomaselli e a “centenária” Tomie Ohtake, Anita Malfatti, considerada a primeira representante do modernismo no Brasil, bem como o livro “Nos tempos dos modernistas”, que fala da grande incentivadora do movimento no Brasil, D. Olívia Penteado e de Yolanda Penteado, que foi a responsável pela primeira bienal de São Paulo em 1951 e teve papel importante no estabelecimento do Museu de Arte Moderna de São Paulo.

Há também o livro de fotografias intitulado “Mulheres do Brasil”, com brasileiras famosas retratando as várias regiões do País. Entrevistas com a jornalista Leda Nagle, de Minas para o mundo e a história de cinco jornalistas pelas estradas do Brasil em “Mulheres sobre Rodas”.

Dentre as biografias em exposição temos na música “Chiquinha Gonzaga”, uma das pioneiras entre as mulheres, Elis Regina por ela mesma e “Maysa só numa multidão de amores”, história que retrata a vida conturbada da cantora, além de outros livros sobre a consagrada autora de novelas clássicas das nove Janete Clair; das escritoras de Best-Sellers estrangeiras Agatha Christie, famosa pelos romances policiais e Stephenie Meyer, criadora da série Crepúsculo; heroínas revolucionárias como Anita Garibaldi; Lou Andreas Salomé, intelectual alemã que quebrou regras morais e marcou a vida de Nietzche, Rilke e Freud.

E de grandes mulheres que fizeram história, como a ex-primeira dama e socióloga Ruth Cardoso, com suas obras reunidas e “Vivendo a História”, escrita pela ex-primeira dama norte-americana Hillary Clinton.

Dia Internacional da Mulher

Simboliza a luta de mulheres que reuniram-se em 1910 numa conferência internacional na Dinamarca. Uma das propostas foi a declaração do 8 de março como o Dia Internacional da Mulher em homenagem às operárias mortas carbonizadas em uma fábrica têxtil em Nova York, onde ocorreu a primeira greve conduzida somente por mulheres, que reivindicavam melhores condições de trabalho.