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Sidrolandia

Fetagri-MS alerta INCRA para não cometer injustiça com famílias despejadas

Em Mato Grosso do Sul, segundo a Fetagri, são mais de 18 mil famílias acampadas às margens de estradas à espera de um pedaço de terra

Assessoria

04 de Setembro de 2013 - 16:44

“O INCRA precisa apenas tomar o cuidado para não cometer injustiça com famílias que realmente dependem da terra para sobreviver e que não estão, de forma alguma, especulando com as propriedades”, o alerta é de Geraldo Teixeira de Almeida, presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura de Mato Grosso do Sul – Fetagri/MS, diante da ação do instituto, que com força policial, retirou 18 famílias do Assentamento Santo Antônio, esta semana em Itaquiraí.

Geraldo disse que a Fetagri é veementemente contra a especulação de terra e que de fato devem desocupar as terras aqueles que têm posses. “Pessoas bem estabilizadas no meio urbano ou rural, que receberam esses lotes, de uma forma ou de outra, não merecem ficar na terra, pois a reforma agrária tem caráter exclusivo social. Não é para especulação financeira”, criticou o sindicalista que defende há mais de 30 anos uma reforma agrária justa e ampla para atender pequenos agricultores que poderiam plantar para ajudar no desenvolvimento dos municípios e do Estado.

A diretoria da Fetagri também tece duras críticas ao INCRA que há mais de três anos não desenvolve sua verdadeira função em Mato Grosso do Sul, que é de assentar famílias e reduzir o grande número de sem terra que vivem às margens das estradas à espera de um pedaço de terra para produzir alimentos.

“Creio que já se passou tempo suficiente para que todas as apurações de irregularidades no órgão no Estado fossem esclarecidas e solucionadas. Precisamos que o instituto realmente assuma suas funções no Estado, de assentar famílias e promover o desenvolvimento socioeconômico dos municípios”, afirmou Geraldo Teixeira de Almeida, que também luta pela sua reeleição à presidência da Fetagri.

Geraldo tem apoio de grande parte dos sindicalistas e dos sem terras e assentados de Mato Grosso do Sul, devido à seriedade e dedicação que tem desprendido ao longo de décadas na luta em benefício do trabalhador rural, assentado ou não. “Nossa luta não é fácil, pois somos conscientes de que é preciso muito esforço e dedicação para conseguirmos avançar nas conquistas de nossos objetivos”, afirmou

Em Mato Grosso do Sul, segundo a Fetagri, são mais de 18 mil famílias acampadas às margens de estradas à espera de um pedaço de terra para produzir alimentos e gerar emprego e renda. Destas, pelo menos 13 mil estão ligadas à federação.