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Sidrolandia

Homem desaparecido há 4 dias é encontrado por familiares com amnesia no centro da Capital

Marta contou a reportagem do RN, que desde seu sumiço, ela e toda família vinha procurando Wagiton nos locais mais remotos da cidade.

Marcos Tomé/Região News

16 de Julho de 2014 - 14:31

“Um reencontro emocionante, com muitas lágrimas. Uma sensação de alivio. Deus ouviu nossas orações e devolveu meu irmão”, conta emocionada Marta Flores, irmã de Wagiton Flores Rodrigues, que estava desaparecido desde o ultimo domingo de manhã quando saiu para andar de bicicleta no Bairro Santo Antônio, onde mora com a mulher, Neuza dos Santos, de 37 anos e três filhos.

Wagiton, 44, toma remédios controlados após ser diagnosticado com um tipo de esquizofrenia. Antes do surgimento do transtorno mental, levava uma vida normal. Era motorista de uma empresa de transporte de cargas, trabalhou por vários anos na Expresso Andorinha e por último, tirava serviço na viação São Francisco, empresa de transporte coletivo da Capital.

A família conta que Wagiton passou a apresentar certa perturbação, após ter sido assaltado seguidamente no trânsito da cidade durante o serviço. Foram pelo menos três assaltos, daí em diante, surgiu à primeira crise, quando o motorista apareceu numa madrugada fria vestido com roupas de dormir na sede da empresa, dizendo que tiraria o plantão daquele dia.

Há cerca de 2 anos vem tratando do problema que agora, foi agravada pela perda de memoria. O caso de seu desaparecimento no último domingo deixou todos da família em alerta.

O reencontro

Marta contou a reportagem do RN, que desde seu sumiço, ela e toda família vinha procurando Wagiton nos locais mais remotos da cidade. “Construção abandonada, matagal, casas desertas, pontes e viadutos em fim, procuramos por ele incessantemente. Estávamos há três dias sem comer e dormir empenhados nas buscas” revela.

Ela conta que viveu o dia mais emocionante de sua vida ao ver seu irmão, por volta das 12 horas de hoje, empurrando a bicicleta Poti na calçada da Rua 13 de Maio, no centro de Campo Grande. “Estávamos aguardando para falar ao vivo no programa ‘O Povo na TV’, no quadro que mostra pessoas desaparecidas, quando o avistei do outro lado da Praça Ari Coelho”, conta emocionada.

Ela relata que abandou a fila do programa televisivo e foi ao encontro do irmão. Aos prantos, esposa e filhos choravam como se tivessem recebido um milagre divino. Marta diz que o momento de maior comoção foi quando perceberam que Wagiton não os reconhecia. “Ele ficou atônito diante a família que o abraçava. Pediu aos filhos que o soltassem porque não sabia quem eram eles”, conta.

Neste intervalo de 4 dias, ele diz que não passou fome. Só queria ir pra casa, mas não se lembrava da família, muito menos, do local onde mora.