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Sidrolandia

Incra vistoria 6 mil lotes na região Sul e aponta 20% em situação irregular

As irregularidades mais comuns são venda de lotes, abandono, arrendamento e sucessão em virtude morte do titular, informa o Incra.

Campo Grande News

14 de Junho de 2011 - 09:09

Em 42 dias de operação, o Incra/MS (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) vistoriou seis mil lotes na região Sul do Estado. Segundo informações do órgão, o número de irregulares é de 20%.

As irregularidades mais comuns são venda de lotes, abandono, arrendamento e sucessão em virtude morte do titular, informa o Incra.

O levantamento, que tem encerramento previsto para 15 de agosto, é uma exigência da justiça federal para liberar novas aquisições de terra. O processo é condicionado para destravar a reforma agrária.

A meta do Incra é vistoriar quase 14 mil lotes em 68 assentamentos localizados nos municípios de Amambaí, Anaurilândia, Angélica, Glória de Dourados, Iguatemi, Itaquiraí, Japorã, Juti, Naviraí, Nova Alvorada do Sul, Nova Andradina, Paranhos, Ponta Porã, Rio Brilhante, Tacuru, e Taquarussu.

As vistorias foram dividas em cinco regiões: Ponta Porã, Iguatemi, Navirai, Nova Alvorada do Sul e Nova Andradina.

A primeira etapa ocorreu em Ponta Porã, que inclui a fazenda Itamarati. Só por lá foram chegados 3.382 lotes. Depois as equipes seguiram para Iguatemi e analisaram 1.717 lotes.

Em Naviraí já foram vistoriados 900, mas ainda faltam 1.170. Ainda conforme o órgão, nas bases de Nova Alvorada do Sul e Nova Andradina mais de seis mil lotes deverão ser vistoriados até o final de julho.

Segundo Osmar Bentinho, chefe da unidade avançada de Dourados, o Incra já está atendendo os responsáveis pelos lotes notificados. “Uma base no Itamarati e outra em Dourados estão recebendo as defesas dos parceleiros em situação irregular”.

O pedido de vistoria dos lotes partiu do MPF (Ministério Público Federal), após a descoberta de participação de funcionários do Incra e líderes de movimentos sociais na venda e regularização de lotes ocupados ilegalmente, através da emissão de documentos falsos. O esquema foi revelado durante a operação Tellus, realizada pela PF (Polícia Federal).