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Sidrolandia

Indústria gráfica posiciona-se contra política econômica da presidente Dilma

A indústria gráfica recusa-se em usar a crise como escudo para a inércia, não está parada à espera de benesses nem tampouco se exime de cumprir seu papel histórico

Daniel Pedra

10 de Outubro de 2015 - 07:30

O presidente do Conselho Diretivo da Abigraf Nacional, Julião Flaves Gaúna, que acumula as presidências do Sindigraf/MS e da Abigraf/MS, posicionou-se, nesta sexta-feira (09/10), contra a política econômica da presidente Dilma Rousseff, que traz perspectiva de aumento de impostos como parte do ajuste fiscal. “Durante o 16º Congresso Nacional da Indústria Gráfica (Congraf), os empresários do segmento, representados pela Associação Brasileira da Indústria Gráfica (Abigraf) e por 30 sindicatos, foram unânimes em rechaçar a mais uma tentativa de transferir a conta da má gestão pública para quem produz e gera emprego e renda”, declarou.

Julião Gaúna reforça que o segmento é composto por 21 mil empresas, sendo 96,9% de micro e pequeno portes, em 2014, o setor faturou R$ 45,8 bilhões e gerou 216 mil empregos diretos. “Em 2015, indicadores da Confederação Nacional das Indústrias (CNI) já mostram que, entre janeiro e junho, a indústria gráfica nacional teve queda de 5,1% nas vendas reais, frente ao mesmo período do ano passado, seus postos de trabalho encolheram 5,7%, enquanto as horas trabalhadas recuaram 3,3% e a massa salarial caiu 8,8%. A indústria gráfica recusa-se em usar a crise como escudo para a inércia, não está parada à espera de benesses nem tampouco se exime de cumprir seu papel histórico de gerador de riquezas, tributos, empregos e produtos essenciais à população”, afirmou.

Dessa forma, conforme presidente do Conselho Diretivo da Abigraf Nacional, a indústria gráfica repudia o aventado aumento de impostos, com destaque para a volta da CPMF. “É inconcebível que o País, detentor de uma das mais altas cargas tributárias do mundo, formule uma proposta dessas, em especial quando o governo tropeça na tarefa de pôr fim aos gastos desmedidos, ao elevado número de ministérios e à péssima gestão dos recursos públicos”, pontuou, completando que também merece repúdio a anunciada redução do repasse de recursos do Sistema S que, além de ilegal, por contrariar dispositivo constitucional, desestabilizaria um sistema que funciona com sucesso e reconhecimento há décadas.

Julião Gaúna destaca que a indústria gráfica brasileira não está disposta a pagar a conta da ineficiência e da irresponsabilidade do Executivo Federal. “Motivo pelo qual defende a incrementação do nível de atividade econômica, a manutenção do emprego, a redução dos impostos, bem como da taxa de juros, e a flexibilização do crédito destinado à produção”, finalizou, acrescentando que o setor divulgou uma carta com o posicionamento do segmento em nível nacional contra a sobrecarga imposta pelo Governo Federal contra o setor produtivo brasileiro.