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Sidrolandia

Internet ajuda a desvendar crime motivado por rituais satânicos no Pará

Para a polícia, Ezequiel confessou ter assassinado Cintia. Na casa dele, a polícia encontrou máscaras e dentes que imitam os de vampiros.

18 de Agosto de 2010 - 13:57

A Polícia do Pará investiga a ligação entre o assassinato de uma estudante de 16 anos e rituais satânicos praticados por um grupo. Os autores do crime foram descobertos através de um bate-papo na internet, que foi gravado. Pelo menos quatro pessoas participaram do crime - dois são menores. Um colega da aluna é um dos quatro presos suspeitos do crime.

O corpo da jovem Cintia Oliveira, de 16 anos, foi encontrado num cemitério na periferia de Belém há um mês. De acordo com a perícia, Cintia morreu por estrangulamento. Nesta semana, uma denúncia que veio do Sul do país ajudou a polícia a chegar até os suspeitos do crime.

Um jovem de Porto Alegre mantinha contato com grupo de Belém, através da internet. Ao saber da morte de Cíntia, ele desconfiou do comportamento deles e decidiu gravar uma conversa com um dos suspeitos. O suspeito dizia ser adepto de rituais satânicos e vampirismo.

- Foi tu que finalizou com a moça? Deu fim?

- Nós três

- Foi rápido e indolor ou ela sofreu um pouco?

- Só para você ter noção, o primeiro soco que eu dei na testa dela rasgou a minha mão.

A voz gravada é a de Ezequiel Calado, segundo a polícia, amigo da vítima.

Por telefone, o rapaz de Porto Alegre contou mais detalhes da conversa.

- Eles dizem que são vampiros, que são ligados ao vampirismo e fazem rituais satânicos. Também fazem apologia ao demônio - disse o rapaz.

Para a polícia, Ezequiel confessou ter assassinado Cintia. Na casa dele, a polícia encontrou máscaras e dentes que imitam os de vampiros.

A polícia investiga a participação de Nanci Amorim, amiga de Ezequiel, na morte da estudante. Ezequiel e Nanci foram presos temporariamente.

Para o delegado Neivaldo Silva, os rituais satânicos teriam sido a motivação para o crime.

- A motivação está definida. Mais duas pessoas pelo menos participaram do crime. Vamos chegar logo à autoria - disse o delegado.

Os pais de Cintia não se conformam com a brutalidade do crime.

- Não sei porque tanta barbaridade. Minha filha não merecia - diz o pai Joel Raiol.

- Para mim, é uma grande tristeza. Até hoje não tenho como me recuperar dessa tristeza - diz a mãe, Robertina Soares.