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Sidrolandia

"Já pegou tatu e até cobra", diz dono de cão espetado por porco-espinho

Animal teve mais de mil espetadas ao lutar com o animal silvestre em MS. Porco-espinho também ficou ferido e será levado a Campo Grande.

G1

21 de Agosto de 2012 - 10:42

O comerciante Alcides Tadeu Queiroz, de 38 anos, acompanha de perto a recuperação do seu cão Mun-rá, que levou mais de mil espetadas ao ser atacado por um porco-espinho nesta segunda-feira (20). Ele disse que empresta o mascote todas as noites para cuidar da oficina mecânica de um amigo, que encontrou o animal ferido quando foi abrir o estabelecimento.

 “Quando me chamaram, o porco-espinho já tinha sido levado pela polícia ambiental. Quando eu vi meu cachorro naquele estado, cheio de espinhos, eu fiquei com muita dó”, disse ao G1.

Segundo ele, não foi a primeira vez que Mun-rá enfrentou animais silvestres que tentavam entrar dentro da empresa. “Ele é um animal de guarda, nesse lugar ele já pegou tatu e até cobra. O bicho não tem medo de nada”, afirma Queiroz.

Essa resistência do cão fez com que o dono não tivesse medo de perdê-lo após o ataque. “Ele estava bem baqueado, tinha perdido muito sangue, mas mesmo assim estava bem firme e eu tinha certeza que ele não iria morrer”, conta.

Tratamento
O porco-espinho foi recolhido pela Polícia Militar Ambiental (PMA) e será encaminhado ainda nesta segunda-feira para o Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (Cras) em Campo Grande. O bicho também ficou ferido na luta contra o pit bull.

“Os espinhos são a defesa do animal. Ele está bastante machucado na cauda e nas patas traseiras”, conta o capitão da PMA Edmílson de Oliveira. Ele explica que essa espécie de animal é comum na região. Há dois meses, um deles foi capturado na área urbana de Coxim, mas não há registros de ataques.

Recuperação
Mun-rá foi levado para tratamento com o veterinário Antônio de Carvalho. Segundo ele, o cão ficará internado dois dias para não correr risco de infecção nos locais onde foi espetado. Ele explicou que foi necessário aplicar anestesia para tirar todos os epinhos, que tinham em média 10 cm. O procedimento durou em torno de duas horas e meia.