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Sidrolandia

Jovem, vítima de acidente, espera há uma semana por vaga para cirurgia em Campo Grande

É o segundo paciente com fratura que nesta semana que não pode ser atendido na cidade.

Flávio Paes/Região News

19 de Setembro de 2014 - 13:00

Como o Hospital Elmiria Silvério Barbosa não tem estrutura para cirurgias ortopédicas mais complexas, desde quinta-feira Jackson Barbosa, jovem de 17 anos que fraturou a perna direita abaixo do joelho numa queda de motocicleta, aguarda vaga nos hospitais da Capital para ser encaminhado a Campo Grande. 

É o segundo paciente com fratura que nesta semana não pode ser atendido na cidade. O funcionário público municipal, Márcio Martins, que fraturou o braço em três lugares ao cair de um caminhão, ficou cinco dias à espera de vaga. 

A Central de Regulação autorizou sua transferência para Aquidauana, mas a família na quarta-feira preferiu levá-lo à Capital, onde foi operado no mesmo dia á noite no Hospital do Pênfigo. Já o caso de Jackson Barbosa permanece sem solução. Segundo o tio dele, o assentado Ramão Geremias da Costa, o rapaz caiu da motocicleta quarta-feira à noite, dia 10, quando  foi pescar em companhia de um colega.

Passou a noite em claro, com dores, porque o SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), embora tenha sido acionado, não deslocou ambulância até sua casa onde o sobrinho mora (no Núcleo João Batista do Eldorado). Na manhã do dia  seguinte, quinta-feira, o rapaz veio de ônibus para ser atendido no hospital e desde então está internado.

“Os médicos disseram que o joelho do Jackson está muito inchado e de imediato não tem condições de ser operado”, informa. Sidrolândia não tem estrutura, de equipamentos, nem de equipe médica, para cirurgias de fraturas mais graves ou traumatismo.

Um ortopedista presta atendimento às segundas-feiras, mas não faz cirurgias porque o hospital Elmiria Silvério Barbosa, não tem arco-cirúrgico (equipamento de raios-x usado em cirurgias de urologia, ortopedia, vasculares, implantes de marca passos entre outros procedimentos). O hospital tentou comprar o equipamento (que custa R$ 210 mil) por meio de emenda parlamentar, mas o Ministério da Saúde vetou porque a instituição não tem credenciamento para usar o arco.