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Sidrolandia

Justiça do Rio marca primeira audiência do goleiro Bruno e Macarrão

A defesa de Bruno indicou oito testemunhas, sendo que três foram afastadas pelo magistrado.

O Dia Online

12 de Agosto de 2010 - 16:50

O juiz Marco José Mattos Couto, da 1ª Vara Criminal de Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio, marcou para o dia 26 de agosto a audiência de instrução e julgamento do processo em que o goleiro Bruno e seu amigo, Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, são acusados pelos crimes de sequestro e lesão corporal contra a estudante Eliza Samudio.

Na ocasião serão ouvidas apenas as cinco testemunhas do Ministério Público, enquanto as de defesa ficarão para outra data, já que a audiência será realizada em mais de um dia em função do grande número de pessoas a serem ouvidas.

A defesa de Bruno indicou oito testemunhas, sendo que três foram afastadas pelo magistrado. A presidente do Flamengo, Patrícia Amorim; o diretor executivo do futebol do clube, Zico; Jorge Luis Andrade da Silva, Paulo Victor Mileo Vidotti e Christian Chagas Tarouco serão ouvidos.

O juiz não aceitou como testemunhas Eliza Samudio, o jogador Adriano e Vagner Love. De acordo com o juiz “provas irrelevantes, impertinentes ou protelatórias podem ser indeferidas”. As testemunhas indicadas pela defesa de Macarrão são: Luiz Carlos Samúdio, o pai de Eliza; Milena Baroni, amiga de Eliza, Léo Moura, Fabiana Albuquerque, Cíntia Moraes, Amanda Zampiere, Rodrigo Alvim e Álvaro Luiz Maior de Aquino.

“É conveniente que os acusados fiquem presos, a fim de que não se corra o risco de ver enfraquecido o conjunto probatório por constrangimento das pessoas que virão depor em juízo. Vê-se, portanto, que o réu Bruno Fernandes das Dores de Souza e seus seguranças há muito têm usado meios violentos para resolver qualquer problema que se apresente. Logo, é chegada a hora de interromper este caminho criminoso eleito por ambos os réus, o que motiva a decretação de sua prisão diante da periculosidade dos mesmos”, concluiu na ocasião.

Prisão preventiva de Bruno é mantida

O juiz também negou o pedido de revogação da prisão preventiva dos dois acusados, Bruno e Macarrão. A prisão preventiva da dupla pelos crimes de lesão corporal e seqüestro foi decretada no dia 08 de julho. Segundo a denúncia oferecida pelo MP, o goleiro teria agredido Eliza física e psicologicamente, em outubro de 2009, exigindo que a modelo fizesse um aborto. Na época, Eliza estava grávida de cinco meses e o atleta seria o pai da criança.

De acordo com o juiz, a liberdade dos acusados deixaria as testemunhas intimidadas, o que colocaria em risco o regular andamento do processo. O sigilo de dados telefônicos dos acusados também foi quebrado.

“É conveniente que os acusados fiquem presos, a fim de que não se corra o risco de ver enfraquecido o conjunto probatório por constrangimento das pessoas que virão depor em juízo. Vê-se, portanto, que o réu Bruno Fernandes das Dores de Souza e seus seguranças há muito têm usado meios violentos para resolver qualquer problema que se apresente. Logo, é chegada a hora de interromper este caminho criminoso eleito por ambos os réus, o que motiva a decretação de sua prisão diante da periculosidade dos mesmos”, concluiu Marco José Mattos Couto.