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Sidrolandia

Maternidades buscam alternativas para cumprir lei de pulseiras eletrônicas

Em Campo Grande, pulseira somente poderá ser retirada do bebê na presença da mãe ou de um responsável

Midiamax

03 de Janeiro de 2013 - 08:00

Uma semana após ser sancionada a Lei municipal n° 5.121, referente à obrigatoriedade dos hospitais públicos e privados de Campo Grande utilizarem a pulseira eletrônica com sensor sonoro, as unidades de saúde da Capital ainda estudam modelos adequados para implantar o método no recém-nascido, imediatamente após o parto.

“Ainda utilizamos a pulseira de plástico, colocada tanto na perna do bebê quanto no braço da mãe, com a identificação e a numeração. É um método bom, mas a segurança que as pulseiras eletrônicas proporcionarão é algo que a curto prazo teremos na Maternidade Cândido Mariano”, afirma a enfermeira Sandra Demétrio Lara.

Para implantar o método no hospital, a enfermeira conta que fornecedores já apresentaram alguns modelos. “Temos uma demanda grande de 500 partos ao mês, principalmente porque somos uma referência em Mato Grosso do Sul. Então é necessário ver qual o modelo correto, que não cause nenhuma lesão na criança, além de um que não estrague quando ela for tomar banho, entre outras condições”, conta a enfermeira Lara.

O que ela explica é exatamente compreensível. No caso da capital paulista, referência até para a maternidade de Campo Grande em questão e que já usa o sistema da pulseira eletrônica há pelo menos três anos, eles não conseguiram encontrar uma tecnologia adequada e então desenvolveram o seu próprio sistema.

”É um sistema de código de barras desenvolvido pelo próprio hospital, entre a maternidade e o setor de tecnologia da informação do Albert Einstein. Ele é 100% seguro e evita desde a troca de bebês até possíveis sumiços na unidade até a averiguação da quantidade de um medicamento aplicado na mãe ou no bebê”, conta a assessoria de comunicação do órgão.

Em Campo Grande, pulseira somente poderá ser retirada do bebê na presença da mãe ou de um responsável

Entre as condições da lei em Campo Grande, está previsto que a pulseira somente poderá ser retirada na presença da mãe ou de um responsável, obrigação de controlar o fluxo de pessoas que entram e saem de suas dependências, instalando em todas as saídas sistemas que acionam o dispositivo sonoro da pulseira de identificação do recém-nascido.

”Será ótimo e espero que quando tenha outro filho já esteja em andamento esse sistema. Eu não tive medo nenhum de erro na troca, mas é uma segurança a mais na maternidade”, diz a auxiliar administrativo Alessandra Miguel Teixeira, 22 anos, que teve a sua primeira filha hoje, às 5h45.

Na Depca (Delegacia Especializada de Proteção a Criança e o Adolescente), a delegada titular Regina Márcia de Brito, conta que desconhece casos de trocas de crianças em Campo Grande.

“Desde que estou na delegacia, há cerca de três anos, não houve nenhum registro desse tipo. Há apenas um caso em que uma mulher se fingiu de grávida para levar duas crianças da maternidade, mas em duas horas já tínhamos recuperado e entregue a mãe”, garante a delegada.