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Sidrolandia

Mato Grosso do Sul terá revista especializada em conservação da natureza

Revista “Ciência Pantanal”, criada pela Associação Organização Não Governamental (ONG) Conservação da Vida Silvestre

FAMASUL

04 de Agosto de 2014 - 15:57

Na quinta-feira (7) acontece um café da manhã na Famasul - Federação da Agricultura e Pecuária de MS, em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, para lançar a revista “Ciência Pantanal”, criada pela Associação Organização Não Governamental (ONG) Conservação da Vida Silvestre (WCS-Brasil).

No mesmo dia,em parceria com a Famasul, também serão divulgados os eventos “16º Encontro do Povo Pantaneiro” e “4º Festival Pantaneiro”, promovidos pela Sodepan - Sociedade de Defesa do Pantanal e pela Fundação de Turismo de Aquidauana .

Considerando que existe uma lacuna entre a produção científica e o conhecimento popular, a WCS-Brasil produziu a revista Ciência Pantanal, com variados assuntos científicos focados na biodiversidade e cultura pantaneira do estado de Mato Grosso do Sul.

Alexine Keuroghlian, coordenadora do programa Pantanal da WCS-Brasil e pesquisadora na região do Pantanal há 14 anos é uma das idealizadoras do material a ser lançado. Nessa primeira edição a revista traz 18 artigos científicos, produzidos por pesquisadores e colaboradores de 17 instituições do meio científico, traduzidos para uma linguagem simples e acessível ao povo pantaneiro e à sociedade em geral.

A pesquisadora afirma que por meio dos contatos estabelecidos durante os anos de trabalho e estudos desenvolvidos na região pantaneira existem diversas organizações de ensino e pesquisa que possuem trabalhos e dados inovadores, e que deveriam poderiam ser aplicados no dia a dia dos pantaneiros e comunidades de entorno.

Ela ressalta que o objetivo da publicação é atingir os proprietários rurais, especialmente aqueles que têm pouco acesso à informação, seja por meio impresso ou virtual: “Para a revista pensamos em textos traduzidos para uma linguagem que o fazendeiro pudesse olhar, pensar e refletir sobre alternativas e metodologias economicamente acessíveis e que fomentassem a produção sustentável”, acrescenta Alexine.

Outro importante aspecto que a revista pretende explorar em sua linha editorial é o cultural. Em algumas propriedades ou comunidades da região pantaneira, por exemplo, ainda existem hábitos de hostilizar algumas espécies de animais, como é o caso do preconceito que existe contra os répteis (serpentes, cobra-cega e lagartos) e anfíbios (sapos), bem como com morcegos e queixadas. Hoje existem dados capazes de desmistificar muitas crendices e provocar mudanças de comportamento nas pessoas, a fim de que tais espécies sejam preservadas.

Para Alexine, esses impactos ocorrem na maioria das vezes, por conta do desconhecimento da importância que estas espécies representam para os ambientes em que vivem e pela falta de orientações e técnicas no uso do solo: “Atualmente inúmeras pesquisas sobre a qualidade ambiental apontam medidas emergenciais nas mudanças do que permitem aprimorar o manejo do gado nas propriedades.

Isso é possível por meio de alternativas que melhorem a qualidade da pastagem,e evite novos desmatamentos e, consequentemente, diminuição da perda de habitats das espécies nativas garantindo a preservação do bioma pantaneiro. E a publicação quer ser um meio de divulgar esses dados”, acrescenta a bióloga.

A revista possui o ISSN, podendo ser uma importante fonte de divulgação de pesquisas e resultados realizados por pesquisadores da região de MS.

A primeira edição terá distribuição gratuita. Além de Campo Grande, a publicação também terá lançamento nos municípios de Coxim e Miranda no mês de setembro, objetivando levar informação ao máximo de proprietários rurais, público alvo do material. (famasul.com.br)