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Sidrolandia

Médico vai a júri amanhã em Dourados por homicídio

Os motivos que teriam levado ao crime estariam ligados à disputas por cargos e vagas em unidades hospitalares de Taquarussu

Dourados Agora

11 de Agosto de 2010 - 10:42

Acontece amanhã, no plenário Weimar Gonçalves Torres, do Fórum de Dourados, o julgamento do médico Miguel Angel Carballar Alrevalos, de 44 anos, e do segurança Wandir Roque Fernandes da Silva, de 48 anos, acusados de assassinar o também médico Ademir Aparecido Pimenta dos Reis, no dia 21 de março de 2007.

O advogado Osmar Martins Blanco será responsável pela defesa do segurança Wandir, que confessou ter sido contratado pelo médico, por R$ 1 mil, para matar Ademir. Os motivos que teriam levado ao crime estariam ligados à disputas por cargos e vagas em unidades hospitalares de Taquarussu. A hipótese foi confirmada pelo médico Miguel, em depoimento.

PRISÃO

Em 23 março de 2007, dois dias após o crime, Miguel foi preso em Dourados depois que o juiz Robson Celeste Candelário, de Bataiporã, decretou a prisão temporária, por 30 dias, do médico, que reside na Vila Planalto. O decreto deu origem a uma operação que envolveu policiais do Serviço de Investigações Gerais (SIG), do Departamento de Operações de Fronteira (DOF) e agentes da Polícia Civil de Taquarussu, que cumpriram o mandado do juiz. O médico estava escondido na laje de sua residência. O delegado de Nova Andradina, Rinaldo Moreira, que estava à frente das investigações entrou em contato com o delegado Sandro Márcio, de Dourados, pedindo apoio para a prisão do médico. Na casa foram encontrados um silenciador de espingarda calibre 12 e também uma espingarda de pressão.

Depois de ser preso, Miguel foi encaminhado para o 1º Distrito Policial de Dourados e posteriormente transferido para a delegacia de Nova Andradina para interrogatório. Durante depoimento ao delegado Rinaldo, a princípio Miguel havia confessado que teria contratado o segurança hospitalar de Novo Horizonte do Sul, Wandir Roque para executar o colega de profissão, mas acabou confessando que ele mesmo teria matado o médico e que Wandir teria apenas auxiliado na realização do crime. Ainda em depoimento à polícia, o acusado disse que teria escondido as armas às margens de um córrego próximo do local onde havia feito a emboscada contra Ademir. Policiais de Nova Andradina foram até o local onde encontraram a espingarda calibre 12 e também um revólver calibre 38.

A MORTE

Segundo informações da polícia, a vítima, uma psicóloga e uma enfermeira seguiam em um veículo Citroen de cor vermelha, no sentido Taquarussu / Nova Andradina. No final de uma ponte, eles foram abordados por dois homens armados e trajando roupas camufladas. Um deles chamou pelo nome do médico, que levou um tiro na cabeça. A psicóloga e a enfermeira também foram atingidas, pelos estilhaços do projétil. A primeira, no rosto e a outra no braço. Os três foram retirados do veículo, que foi levado pela dupla de assaltantes. O médico morreu depois de dar entrada ao Hospital Santa Rita, em Dourados.