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Sidrolandia

Morte de arquiteta faz 1 mês; prisão de autor vence hoje

O inquérito sobre o caso foi concluído na semana passada, quando foi relato ao Ministério Público Estadual, com a solicitação de decretação da prisão preventiva.

Campo Grande News

02 de Agosto de 2010 - 16:10

O juiz Carlos Alberto Garcete, da 1ª Vara dos Crimes Dolosos Contra a Vida e Tribunal doJúri em Campo Grande, decide até o final da tarde de hoje se vai decretar a prisão preventiva do empresário Luiz Afonso Santos de Andrade, 42 anos, acusado do assassinato da esposa, a arquiteta Eliane Nogueira, 39 anos.

Luiz Afonso está preso provisoriamente desde o dia do crime, que completa hoje um mês. O corpo de Eliane foi encontrado carbonizado, no carro dela, que foi incendiado.

As investigações apontam que Luiz Afonso atingiu a mulher com um golpe durante uma discussão, ela desmaiou e ele ateou fogo ao carro dela com ela dentro.

O inquérito sobre o caso foi concluído na semana passada, quando foi relato ao Ministério Público Estadual, com a solicitação de decretação da prisão preventiva.

O prazo inicial da provisória venceu ontem, mas na sexta-feira, o juiz, após receber a denúncia do MPE, prorrogou a prisão até hoje, quando vai anunciar sua decisão sobre manter ou não Luiz Afonso preso enquanto o processo corre.

Se o juiz mantiver preso o empresário, que também é bacharel em Direito, ele deve sair da cela onde está sozinho, no 4ª Delegacia de Polícia, nas Moreninhas, e ser transferido para o complexo penitenciáreio em Campo Grande.

O processo A acusação ele ficou a cargo dos promotores do MPE, Luciana do Amaral Rabelo Nagib Jorge e Renzo Siufi. Os promotores ainda não falaram sobre o caso, alegando que só se manifestarão após o juiz.

O empresário foi indiciado por homicídio quadruplamente qualificado: por motivo torpe, fútil, por asfixia e incêndio e ainda disssimulação.

Consta do inquérito da Polícia Civil a confissão informal que Luiz Afeonso teria feito ao delegado do caso, Wellington de Oliveira.

Na confissão, Luiz Afonso teria dito acreditar que, quando incendiou o carro, ela ainda estivesse viva. Nos depoimentos oficiais, o empresário se negou a falar, reservando-se o direito de depor em juízo.