Logomarca

Um jornal a serviço do MS. Desde 2007 | Sábado, 25 de Maio de 2024

Sidrolandia

MPF anuncia reforma nas aldeias de Dourados

O encontro aconteceu na quinta-feira passada na Reserva Indígena

Dourados Agora

17 de Agosto de 2010 - 15:03

MPF anuncia reforma nas aldeias de Dourados
MPF anuncia reforma nas aldeias de Dourados - Divulga

As aldeias de Dourados passarão por reformas a partir de setembro deste ano. O anúncio foi feito em audiência entre Ministério Público Federal (MPF), Secretaria Estadual de Obras, Fundação Nacional do Índio (Funai) e comunidade indígena. O encontro aconteceu na quinta-feira passada na Reserva Indígena. O Estado já se comprometeu em fazer cascalhamento e iluminação em pontos críticos, no entanto, os índios querem ainda a Casa da Cultura.

As melhorias, segundo o procurador de Justiça Marcos Antônio Delfino, é uma medida compensatória em razão da duplicação da MS-156, que liga Dourados a Itaporã e que corta parte da reserva.

As melhorias estão sendo discutidas desde 2009, quando foi feito um estudo sobre o impacto que a rodovia traria para as terras indígenas. “Com laudo antropológico em mãos, começou-se a discutir o que poderia ser feito como medida para amenizar os transtornos, a exemplo como divisão das aldeias e riscos nas travessias pelas comunidades indígenas”, explica.

RODOVIA

O resultado das reuniões entre MPF, Funai e Estado, foi a decisão de que toda a sinalização as margens da rodovia terá tradução em guarani. Além disso, no trecho em que a pista divide as aldeias será implantado uma pista auxiliar para travessia de carroças utilizadas pelas comunidades. Outra novidade são os quebra-molas que deverão controlar a velocidade no local.

O impasse está na decisão sobre a medida compensatória. Para o líder indígena Renato de Souza, da aldeia Jaguapirú, os indígenas querem uma Casa de Cultura, além do cascalhamento e iluminação, que já foi oferecidos pelo Estado.

O objetivo da Casa da Cultura, é garantir um ponto de venda de artesanatos produzidos por indígenas além de local de estudo. “Queremos manter nossas tradições, nossa língua, nossa crença. É uma forma de incentivar os mais jovens a apreender e repassar nossa cultura que já corre o risco de se perder. Dourados precisa de um local que mantenha viva a história do índio, antes que tudo seja esquecido. É a nossa identidade que está em jogo”, diz. A reivindicação, segundo o MPF, está sendo avaliada. Idenpendente disso, o procurador acredita que o cascalhamento e iluminação já vai garantir boas melhorias no local como o transporte escolar, de ambulâncias e segurança pública.