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Sidrolandia

MS faz segunda exportação de búfalos, de olho no aumento da produção

Campo Grande News

15 de Junho de 2012 - 14:43

Com o objetivo de crescer no seguimento, Mato Grosso do Sul exportou 285 búfalos para a Angola nesta semana. Essa é a segunda exportação para o mercado internacional que o Estado realiza. A primeira venda foi para Filipinas, há cerca de 2 anos.

De acordo com o presidente da Associação de Criadores de Búfalos de MS, Antônio Rozario Migliorini, outros estados já realizaram negócios com o mercado exterior, mas MS ainda tem uma produção pequena da espécie.

A estimativa é de apenas 20 mil cabeças de búfalos no Estado. Para exportação, cada animal é vendido entre R$ 1 mil e R$ 1.400 mil.

Antônio explica que o interesse do mercado da Angola é na reprodução da espécie e, por isso, apenas as fêmeas são vendidas para cruzamento com os machos do outro país.

O produtor ressalta que em outros países a carne do búfalo é valorizada por conta dos benefícios para a saúde e, por isso, a comercialização da espécie é maior. “Em países da Europa é comum o consumidor procurar carne de búfalo para comprar no mercado, mas aqui ainda não existe essa cultura”, diz.

Segundo dados da Associação, no Brasil a região norte é responsável por 50% da produção de búfalos e, em estados como o Rio Grande do Sul, o costume de comer a carne ainda começa a ser criado.

Ele frisa que o incentivo ao consumo dos derivados da espécie é fundamental para o aumento da produção. Para isso, o produtor destaca os benefícios da mussarela de búfalo e da carne, que contem 40% menos colesterol e 11% a mais de proteína.

Criação - Mas o esclarecimento de alguns mitos sobre a criação da espécie também é fundamental, destaca Antônio.

Apesar do valor de mercado no país chegar a 10% abaixo da arroba do gado, o produtor afirma que os lucros ao final da produção chegam a 20%.

“O que você investe na criação do mesmo número de novilhos, no mesmo espaço, é muito maior. Então o produtor tem que fazer as contas com o resultado final”, diz.

Ele investe na espécie há 10 anos, desde que viajou para o Pará, maior produtor de búfalos do país, e conheceu o mercado.

Outro mito, segundo Antônio, é o fato do animal ser “pulador de cerca” e precisar de área com água para reprodução. “Falta conhecimento. Se o animal é educado desde pequeno, ele pode morrer de fome, mas não pula a cerca. Já vi casos”, garante.

O produtor esclarece que a produtividade da espécie é maior se estiver em uma área com água e sombra, mas que também é possível a criação sem essas condições. “Ele gosta de se refrescar na água por conta do casco duro, mas isso pode ser substituído por sombra. Outras espécies, como cavalos, também gostam”, diz.