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Sidrolandia

Mulher morre em MS após ter órgão perfurado em cirurgia, diz família

Conforme o registro, a operação foi feita no dia 6 de novembro no Hospital Municipal de Rio Brilhante, cidade em que ela mora.

G1 MS

22 de Janeiro de 2014 - 09:45

Pouco mais de dois meses após uma cirurgia para retirada do útero, Maria do Carmo de Sena Silva, de 49 anos, morreu no sábado (18) em Dourados, a 225 km de Campo Grande. A família dela procurou a polícia e registrou um boletim de ocorrência sobre o caso.

Conforme o registro, a operação foi feita no dia 6 de novembro no Hospital Municipal de Rio Brilhante, cidade em que ela mora. Dois dias depois, segundo os parentes, ela começou a sentir dores fortes e precisou ser internada no Hospital da Vida, em Dourados, onde foi constatado que o intestino da paciente foi perfurado durante o procedimento.

A unidade de Rio Brilhante informou ao G1 que a paciente foi liberada após a cirurgia porque seu quadro era considerado estável. Afirma também que não tem mais informações sobre o caso e diz que outros detalhes só podem ser repassados pelo diretor clínico, que está em viagem e só volta na segunda-feira (27).

Para Lindomar de Sena Pinheiro, de 30 anos, um dos sete filhos de Maria do Carmo, houve um erro médico que “agravou mais” o estado de saúde da mãe. “Ela reclamava de dor, mas a gente achava que era efeito do remédio. Ela tinha muita hemorragia”, disse ao G1 nessa terça-feira (21).

Segundo boletim de ocorrência, a paciente passou por uma jornada de internações, altas e uma série de três cirurgias em pouco mais de dois meses para tentar resolver o problema.

No sábado, Maria do Carmo estava em casa se recuperando do último procedimento, realizado no dia 12 de janeiro, e começou a passar mal. Em seguida foi levada ao Hospital da Vida em Dourados, mas chegou ao local morta. Ela já havia sido internada outras vezes na unidade enquanto tentava a cura.

O Hospital da Vida confirma que a vítima esteve internada no local, diz que ela passou por cirurgia por conta de um quadro de apendicite no dia 12 de janeiro e foi liberada após cinco dias de internação. Ela deixou a unidade “consciente e orientada”. No dia 18, voltou ao local já em parada cardíaca. A unidade ainda informa que vai abrir um procedimento para apurar o caso.

Lindomar relata que os médicos disseram que a mãe corria risco de morte por conta das cirurgias. Ele afirmou que não quer buscar explicações sobre o óbito. “Nada que eu fizer vai trazer minha mãe de volta. Isso só vai fazer lembrar o sofrimento dela. A família inteira já sofreu demais”, afirma.

O caso foi registrado como morte a esclarecer na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) de Dourados e será investigado pela Polícia Civil.