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Sidrolandia

Na Expoagro, ministro elogia bancada de MS

Dourados Agora/Marcos Santos

16 de Maio de 2011 - 08:24

Na Expoagro, ministro elogia bancada de MS
Na Expoagro, ministro elogia bancada de MS - Foto: H

“Os produtores rurais de Mato Grosso do Sul podem se orgulhar da bancada federal que os representa em Brasília, tanto que mesmo fazendo parte da bancada de sustentação do governo no Congresso Nacional, parlamentares como o senador Waldemir Moka, os deputados federais Marçal Filho, Geraldo Resende e Nelson Trad Filho, todos do PMDB, ficaram a favor do setor produtivo rural na votação do novo Código Florestal”. Com essa afirmação, o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Wagner Rossi, abriu a 47ª Exposição Agropecuária e Industrial de Dourados (Expoagro), no sábado.

Wagner Rossi afirmou ainda que o senador Waldemir Moka é hoje a principal voz no agronegócio no Congresso Nacional. “Ele já ocupava essa condição como deputado federal e agora como senador está colocando o mandato à serviço do setor produtivo rural, tanto que durante a votação do Código Florestal ele deixou o Senado para organizar a bancada ruralista na Câmara dos Deputados e garantiu importantes conquistas para o setor”, enfatizou Rossi.

Natural de Ribeirão Preto, interior de São Paulo, o ministro colocou Dourados como uma das regiões mais produtivas do Brasil e afirmou que a cidade está hoje para o agronegócio no mesmo patamar de Ribeiro Preto e de Maringá, no Paraná. “É com muita alegria que constato tudo aquilo que tinham de falado sobre Dourados e ao chegar na cidade encontrei velhos amigos com quem atuei no Congresso Nacional e outros que são produtores na minha região”, comentou.

Wagner Rossi antecipou aos produtores que o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento está criando novas linhas de crédito voltadas exclusivamente para a pecuária. “Somos protagonistas na agricultura, com a segunda maior produção de soja do mundo, com a maior produção de suco de laranja, com uma das maiores produções de milho e nosso rebanho suíno está em franco crescimento e ficará ainda mais forte porque estamos abrindo os mercados para a China”, explicou. “Nesse momento, enquanto falo como vocês, uma missão brasileira está seguindo para a Rússia, Coréia do Sul e Japão, com o objetivo de abrir ainda mais o mercado de carne suína”, concluiu Rossi.

Segundo ele, o foco do Ministério agora será justamente a pecuária. “A agricultura deu um salto gigantesco de qualidade nos últimos 20 anos, tanto que ampliamos a área agricultável em apenas 25%, mas aumentamos a produção em mais de 150%”, explicou. “Temos hoje o segundo maior rebanho bovino do mundo, mas precisamos pensar no futuro e não podemos permitir que um terço dos animais que chegam para o abate nos frigoríficos sejam de vacas férteis”, continuou o ministro.

Para mudar essa realidade, Wagner Rossi anunciou linhas de crédito para a pecuária, com prazo diferentes aos concedidos na agricultura. “Num ciclo o agricultor planta, colhe, vende e paga o empréstimo, mas o pecuarista leva quatro ou cinco anos para formar um rebanho de corte, por isso temos que oferecer condições diferentes”, explicou. Nesse sentido, o governo federal vai oferecer dinheiro para o pecuarista que queira manter as matrizes no pasto, criando condições para aumentar ainda mais o rebanho. Outra linha de crédito será voltada para o pecuarista que queira comprar matrizes e uma terceira linha para aqueles que tenham objetivo de investir apenas em engorda. “Lanço aqui um desafio: em cinco anos, devemos ter uma média de três cabeças por hectare, o que seria ideal para a consolidação do nosso rebanho”, finalizou Wagner Rossi.