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Sidrolandia

Nove suspeitos do desaparecimento de Eliza Samudio são indiciados

A constatação do crime sem o corpo da vítima, será sustentada por um argumento jurídico, que é a materialidade indireta.

G1

30 de Julho de 2010 - 13:50

O inquérito tem oito volumes e mil e seiscentas páginas. Nove suspeitos do desaparecimento de Eliza Samudio foram indiciados. Entre os crimes: homicídio, sequestro, cárcere privado, ocultação de cadáver, formação de quadrilha e corrupção de menores.

Segundo depoimentos coletados pela polícia, o goleiro Bruno foi ao sítio em Esmeraldas quando Eliza Samudio estava lá. Sérgio, primo do goleiro, vigiou Eliza enquanto ela esteve em cárcere privado.

Macarrão levou Eliza do Rio a Belo Horizonte e do sítio de Bruno à casa de Bola onde ela foi assassinada, segundo as investigações.

O ex-policial Marcos Aparecido, o Bola é apontado pela polícia como o executor de Eliza e de ter ocultado o corpo. O indiciamento dele diferente dos demais. Ele é suspeito dos crimes: homicídio qualificado, formação de quadrilha e ocultação de cadáver.

Dayane, mulher de Bruno, mandou esconder o bebê de Eliza. Fernanda, que se diz namorada do goleiro, cuidou do bebê na casa dele no Rio de Janeiro. E logo depois esteve num motel em Contagem e no sítio do Bruno em Esmeraldas.

Os outros indiciados são três funcionários de Bruno: Wemerson Marques de Souza, Elenilson Vitor da Silva e Flávio Caetano de Araújo.

Para indiciar os envolvidos a polícia se baseou em provas conseguidas durante a investigação e no primeiro depoimento dado pelo menor. A constatação do crime sem o corpo da vítima, será sustentada por um argumento jurídico, que é a materialidade indireta.

O menor não foi incluído não foi indiciado pela polícia porque vai responder no juizado de menores. Entre as provas apresentadas no inquérito estão transcrições telefônicas, exames periciais nos locais por onde a vítima esteve com os envolvidos no caso e resultados de exames de DNA feitos a partir de vestígios de sangue.

No início da tarde a polícia pediu a prisão preventiva de Fernanda Gomes Castro, que se diz namorada do goleiro Bruno. O delegado responsável pelo caso, Edson Moreira, também entrou com pedido para transformar a prisão temporária, de 30 dias, dos outros oito envolvidos em prisão preventiva, que não tem tempo determinado para o preso ser solto.