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Sidrolandia

Obra na ponte segue e engenheiros avaliam quando tráfego será normalizado

Desde o acidente, o tráfego é restrito para caminhões com mais de seis eixos e os veículos atravessam a ponte no sistema “pare e siga” por apenas uma via

Campo Grande News

21 de Novembro de 2014 - 13:33

Com a obra de reparo iniciada no dia quatro deste mês na ponte sobre o Rio Paraguai, atingida por um barco empurrador paraguaio no dia 26 de agosto deste ano, em breve os engenheiros darão um parecer sobre a perspectiva de liberar o trânsito em duas vias. Desde o acidente, o tráfego é restrito para caminhões com mais de seis eixos e os veículos atravessam a ponte no sistema “pare e siga” por apenas uma via.

De acordo com o diretor técnico da Porto Morrinho, Wolney Freire, não se pode afirmar quando o tráfego de veículos voltará ao normal, mas em breve será feita nova avaliação na ponte. “Nesta semana está prevista a ida de técnicos para fazer o macaqueamento e então descobrir qual a situação para se saber quando poderemos liberar o tráfego em duas vias”, explicou.

Quanto a obra de construção de uma estrutura de proteção da ponte anunciada pela Seop (Seop (Secretaria de Obras, Transportes e Serviços Públicos) em setembro, a superintendência do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) em Mato Grosso do Sul, informou por meio da assessoria de imprensa, que está sendo elaborado o edital para contratação do serviço.

De acordo com o Dnit, o edital é elaborado na modalidade RDCI (Regime Diferenciado de Contratação Integrada). O órgão não deu mais detalhes sobre a contratação. A Seop, por sua vez, informou via assessoria de imprensa, que as informações sobre a obra serão fornecidas apenas pelo Dnit.

No dia quatro de setembro, o Governo do Estado decretou situação de emergência, com a intenção de conseguir a liberação de R$ 4 milhões do Governo Federal para construção do dolfin, uma estrutura para proteger a ponte de acidentes futuros.

Acidente – Conforme a concessionária, com o impacto do acidente provocado pela colisão do comboio de barcaças do barco empurrador a deriva a estrutura sofreu uma rotação no sentido horário, deslocando a mesma em aproximadamente 20 cm. Também o pilar P4 sofreu deslocamento transversal de aproximadamente 20 cm. Um dos pilares é o mesmo que foi afetado, quando a ponte foi atingida pelo barco empurrador DoñaCarmen, de bandeira paraguaia, que transportava 16 barcaças de farelo de soja, em 2011.

O trânsito segue com restrições para veículos grandes, porque “todas a operações demandam um minucioso planejamento para preparação e instalação dos equipamentos e componentes e finalmente para sua execução”, segundo Wolney. A concessionária garantiu que todas as atividades são realizadas dentro de rigorosos padrões de segurança e monitoramento.

Sendo assim, não haverá necessidade de interdição do tráfego sobre a ponte, que se manterá nas condições atuais de operação pare e siga e restrição ao tráfego de composições acima de 6 eixos e 45 toneladas.